Nefrologia: transplantação de dador vivo em Portugal é ainda muito baixa

“Em Portugal, a Nefrologia tem como grande desafio aumentar a transplantação de dador vivo, que tem neste momento índices residuais muito baixos. Contrariamente, aos outros países, que nalguns casos representa 50% dos doentes transplantados”, afirma José Vinhas, presidente do Congresso da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, inserido no Encontro Renal, iniciativa que congrega médicos e enfermeiros.

À margem do evento, o entrevistado refere à Just News que esta é uma forma de aumentar o número de transplantes, mas que, apesar de ser já mais elevado, é ainda insuficiente no nosso país.

Por outro lado, e questionado quanto ao estado da arte da Nefrologia Portuguesa, José Vinhas diz considerar que o país dispõe de uma rede cuidados bem adaptada à sua realidade.

Quanto ao congresso, que reúne cerca de 550 profissionais médicos, o seu presidente explica que, este ano, foi duplicado o número de sessões, permitindo introduzir temas que habitualmente não era possível abordar.

“Normalmente, estamos muito centrados na Nefrologia Clínica – diálise e transplantação. Este ano podemos debater questões ligadas às Politicas de Saúde, à comparticipação de medicamentos, à Epidemiologia e temos ainda reuniões conjuntas com outras áreas, como por exemplo com as Sociedades Portuguesas de Diabetologia, de Cardiologia e de Pediatria”, menciona, concluindo que a articulação com estas especialidades é “fundamental”.

Lamentando o facto de o Congresso da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação, inserido no Encontro Renal, ter sido este ano menos participado que nos anteriores, a sua presidente, Ana Lourenço, afirma que este programa é “muito bom”, pois espelha outras preocupações que vão além da clínica e da investigação e que se relacionam com a Gestão e a Sustentabilidade do sistema.

Ana Lourenço considera que a componente médica e de Enfermagem se “complementam” no tratamento do doente renal crónico. Na sua ótica a Urologia é “um super desafio” na prática da Enfermagem, uma vez que “hoje se pondera vários tipos de tratamento para estes doentes”.

“São apostas que obrigam os enfermeiros a pensar como podem intervir de forma mais precoce e centrada nas necessidades destes indivíduos e das suas famílias, ou seja, mas adequada à qualidade da vida definida pelos próprios”, observa.

O Encontro Renal 2014 está a decorrer de 9 a 12 de abril, no Centro de Congressos de Vilamoura.



Podem ser consultadas várias fotografias do Encontro Renal aqui.

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