«Nos próximos cinco anos, esperamos lançar 15 novos medicamentos»

Paulo Teixeira ocupa, há pouco mais de dois anos, o cargo de diretor-geral da Pfizer Portugal. O responsável recorda que, quando assumiu o cargo, os desafios centravam-se em três áreas que foram definidas como prioridades estratégicas para a empresa no nosso país:


“Em primeiro lugar, assegurar o acesso atempado aos nossos medicamentos inovadores em Portugal, liderando as áreas terapêuticas onde atuamos; em segundo lugar, distinguirmo-nos pela inovação e excelência, sendo um parceiro importante no diálogo sobre a saúde em Portugal; e, finalmente, garantir a retenção e a atração dos melhores talentos, sendo reconhecidos como uma das melhores empresas para trabalhar no setor farmacêutico”, enumera.

O portefólio da companhia está organizado em duas grandes áreas, uma dedicada aos medicamentos inovadores e uma outra direcionada para os medicamentos estabelecidos e biossimilares.

“Estamos focados no lançamento de medicamentos que oferecem oportunidades muito positivas para os doentes, em áreas onde persistem necessidades médicas não atendidas”, refere.



O nosso entrevistado destaca, na Oncologia, um medicamento para o tratamento do cancro da mama metastático, com “forte potencial de superar uma lacuna de mais de 10 anos nesta área”. Por sua vez, na inflamação e imunologia, realça o lançamento de um novo tratamento oral, primeiro na sua classe, indicado para a artrite reumatoide moderada a grave, artrite psoriática e colite ulcerosa.

“Proteger a saúde através da vacinação, ao longo da vida, é também uma prioridade crítica. Lançámos recentemente uma vacina contra a meningite B, complementando o nosso portefólio, que inclui a prevenção de outras formas de meningite e da doença pneumocócica, em lactentes e adultos”, menciona.

Adicionalmente, e porque Portugal é um dos países com maior prevalência de infeções hospitalares e com um dos maiores índices de resistência a antimicrobianos no espaço europeu, Paulo Teixeira diz que se torna particularmente relevante o surgimento de alternativas terapêuticas, o que espera que venha a acontecer já nos próximos meses, com a disponibilização de um novo antibiótico de uso hospitalar.

"São números impressionantes"

Com um total de 98 projetos de investigação, entre os quais 51 novas entidades moleculares, 41 novas indicações e seis biossimilares, o responsável acredita que “a empresa tem
hoje um dos mais fortes e promissores pipelines”.

“Esperamos, nos próximos cinco anos, o lançamento de 15 novos medicamentos com potencial de se tornarem blockbusters. São números impressionantes, que reforçam a confiança no crescimento futuro", sublinha Paulo Teixeira.

Uma cultura que visa "antecipar os desafios"

Presente em mais de 125 países, a Pfizer tem uma posição de liderança em áreas-chave, das quais Paulo Teixeira destaca a inflamação, os anti-infecciosos, as doenças raras, a oncologia, as vacinas e os biossimilares.

Na sua opinião, os fatores de sucesso e diferenciação da Pfizer são essencialmente dois: “As pessoas e a inovação e qualidade dos produtos”. Conforme refere, “sem o primeiro o segundo não acontece”.



É por isso que “a companhia fomenta uma cultura em que a diversidade de competências, aptidões e perspetivas é promovida e valorizada, num ambiente de confiança, respeito e colaboração”. Para o diretor-geral da Pfizer Portugal, só assim é possível "compreender a realidade, antecipar os desafios e responder aos reptos que o futuro nos coloca".

Investigação: "Competir com os melhores da Europa"

Em Portugal, a empresa tem 10 ensaios clínicos em curso, em diferentes áreas terapêuticas: doenças raras, oncologia, inflamação e biossimilares. Embora estejam planeados mais
18 estudos, este é um número que a companhia quer aumentar, algo que “requer um trabalho contínuo de construção de confiança, procurando demonstrar que Portugal está em posição de ser considerado um polo de investigação que compete com os melhores da Europa”.

O responsável lamenta o subfinanciamento crónico do SNS, com implicações diretas não apenas na persistência da dívida e no atraso do pagamento dos hospitais públicos à indústria farmacêutica, mas também em atrasos no acesso à inovação terapêutica, por comparação com a maioria dos países da Europa Ocidental.

E, por outro lado, “a oportunidade perdida na captação de ensaios clínicos para Portugal, por ausência de uma visão e estratégia que permitam aos nossos centros de investigação estar à altura para competir com os outros países europeus pela atração de ensaios clínicos e de investimento para o país”.



A entrevista completa pode ser lida no Hospital Público de outubro.

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