Mulheres pioneiras da Imunoalergologia hospitalar homenageadas no Porto

“São um exemplo para todos”, afirmou João Almeida Fonseca, ao abrir a sessão de homenagem que reuniu há dias, na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, umas dezenas de colegas e amigos das imunoalergologistas Marianela Vaz e Maria da Graça Castel-Branco.



João Almeida Fonseca, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, diria mesmo que as duas médicas foram “fundamentais na vida profissional, e não só, de tantos de nós”. Opinião, aliás, também subscrita por Luís Delgado, igualmente docente da FMUP.


João Almeida Fonseca, Marianela Vaz, Maria da Graça Castel-Branco e Luís Delgado

Os dois imunoalergologistas foram os mentores de uma homenagem “a duas grandes mulheres da Medicina que seriam, de facto, as pioneiras da Imunoalergologia hospitalar em Portugal, nomeadamente no norte do país”, explicou à Just News João Almeida Fonseca.

Tal como Luís Delgado, que presidiu à Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica no triénio 2014-2016, praticamente todos os outros ex-presidentes da SPAIC ainda vivos estiveram presentes na cerimónia: Rosado Pinto, Mário Morais de Almeida e Elisa Pedro.


As duas médicas homenageadas com Mário Morais de Almeida, Elisa Pedro, Luís Delgado e Manuel Branco Ferreira

Manuel Branco Ferreira, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que entretanto assumiu a presidência da SPAIC em dezembro, para cumprir um mandato que só terminará no final de 2022, também se deslocou ao Porto.

Afinal, tratou-se de homenagear duas médicas que, para além de partilharem o facto de terem trabalhado boa parte da sua vida no Hospital de São João, também ocuparam as duas o cargo mais importante na estrutura dirigente da SPAIC.


As especialistas durante a reunião para a criação da Associação Portuguesa de Asmáticos, em 1994

Marianela Vaz, que obteve o título de especialista em Imunoalergologia em 1984, quando a especialidade foi reconhecida pela Ordem dos Médicos, sucedeu a Antero Palma-Carlos (falecido em 2019) como presidente da SPAIC, assegurando o cargo durante dois mandatos, entre 1986 e 1992.

Luís Delgado sublinharia, no discurso que proferiu, que a médica “trouxe um cunho diferente”: “Quando entra a Marianela, muda o espírito e o funcionamento da Sociedade, porque passamos a ter uma liderança feminina, mas também, por exemplo, porque foi criada a Revista Portuguesa de Imunoalergologia, que contribuiu para nos educar no sentido de começarmos a escrever mais artigos científicos.”



Maria da Graça Castel-Branco presidiu à SPAIC nos anos de 1999 a 2001, altura em que foi assinalado o 50.º aniversário da Sociedade, que havia sido criada em 1950. Também em 2000 (julho) realizar-se-ia em Lisboa o XIX Congresso da Academia Europeia de Alergologia e Imunologia Clínica.

Luís Delgado destacou “a sua vertente cultural” e o seu contributo para que se desse atenção “a outros aspetos para além da ciência”. No seu entender, “foi ela que nos deu esse tom de educação emocional e cultural que muito completou a nossa formação e a nossa emoção como grupo”.



Antecedida de um jantar de homenagem muito participado, a sessão realizada na Ordem dos Médicos do Porto incluiu a apresentação de um vídeo com testemunhos de médicos de todo o país.

João Fonseca destaca igualmente o conteúdo científico da cerimónia, “centrado em áreas a que as homenageadas se dedicaram e que originaram publicações científicas de relevo à luz dos dias de hoje”.


Luís Delgado, João Almeida Fonseca e Magna Correia

As intervenções estiveram a cargo de Ana Morête, Ana Margarida Pereira e Luís Araújo. Na condução da cerimónia esteve especialmente envolvida a coordenadora do Grupo de Jovens Imunoalergologistas Portugueses, Magna Correia.


Maria da Graça Castel-Branco e Marianela Vaz com amigos, colegas e familiares


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