João Pimentel: população está mais informada sobre as doenças do cólon, reto e ânus

O mandato de João Pimentel como presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia (SPCP) terminou, sucedendo no cargo o cirurgião Pedro Correia da Silva. Dois anos depois, o presidente cessante acredita que a população conhece hoje melhor o que é a Coloproctologia e está mais esclarecida sobre patologias importantes do cólon, reto e ânus, como, por exemplo, o cancro colorretal.

Em entrevista à Just News, João Pimentel, que terminou as suas funções no decorrer do XXVI Congresso Nacional de Coloproctologia, que teve lugar na Figueira da Foz, destaca que, nestes últimos dois anos, a SPCP, que integra várias especialidades, mas principalmente a Gastrenterologia e a Cirurgia, fez alguma divulgação através dos meios de comunicação, tendo dado a conhecer “um pouco melhor aquilo a que se dedica a Coloproctologia”.




O também diretor do Centro de Coloproctologia de Coimbra – PROCTOS salienta que foram realizadas três reuniões regionais por ano dirigidas fundamentalmente a clínicos gerais, mas também a médicos de outras especialidades, tal como estava previsto, sendo que duas tiveram lugar fora do Continente (uma nos Açores, em Angra do Heroísmo, e outra na Madeira, no Funchal). O carcinoma colorretal foi um tema transversal a todas estas reuniões, dada a sua elevada prevalência e incidência no nosso país.


João Pimentel lamenta, porém, que durante este tempo não tenham sido criadas mais unidades dedicadas exclusivamente à Coloproctologia. Na sua opinião, não é aceitável que, nos dias de hoje, não existam unidades diferenciadas dedicadas exclusivamente à Coloproctologia em todo o país.

“Se tivermos pessoas dedicadas a 100% só à abordagem, diagnóstico e tratamento destas doenças, seguramente que os resultados poderão ainda ser melhores do que os que se obtêm quando temos pessoas isoladas que trabalham nesta área, mas não no sentido multidisciplinar, estruturalmente bem organizados, em que tudo funciona de forma conjunta”, refere.

 


Cancro do reto: tratamento deve ser multidisciplinar

 

O cancro do reto foi um dos temas que mereceu destaque no XXVI Congresso Nacional de Coloproctologia, tendo decorrido uma sessão intitulada “Estado da arte no tratamento do cancro do reto”. Segundo Francisco Portela, presidente do evento, uma das conclusões foi que o tratamento do reto deve ser multidisciplinar.

De acordo com o gastrenterologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, os profissionais de saúde que lidam com o cancro do reto têm de estar integrados em equipas, sendo preciso haver centros de referência para que estes possam ganhar experiência. “Só dessa forma é que se conseguem os melhores resultados”, aponta.

 


Pedro Correia da Silva preside à SPCP no biénio 2017-2018

 

Depois de ter vindo a pertencer aos corpos diretivos da SPCP, assumindo vários cargos -- vogal, secretário-geral, vice-presidente e presidente eleito --, em sucessivos biénios, cabe agora a Pedro Correia da Silva presidir à Direção.

O novo presidente é, atualmente, coordenador da Unidade de Cirurgia Colorretal do Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, do Grupo Multidisciplinar de Oncologia Colorretal e do Centro de Referência de Cancro do Reto do mesmo hospital. É também cirurgião geral da Casa de Saúde da Boavista.

João Ramos de Deus é o presidente eleito neste biénio.




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