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Grávidas com doenças crónicas: «O internista é fundamental para definir alternativas»

“Doença crónica – Mulheres Complicadas, Gravidezes Complicadas” é o tema central das 2.as Jornadas do Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

Em formato híbrido, o evento vai decorrer nos dias 15 e 16 de outubro, contando com um webinar, aberto a toda a população, sobre “Gravidez, Vírus e Outros Problemas Emergentes”. Presencialmente, o evento decorrerá na sede da SPMI, em Lisboa.

Inês Palma Reis é a presidente das Jornadas que têm como objetivo abordar as patologias na gravidez. A internista da Maternidade Dr. Alfredo da Costa recorda que “as mulheres são mães cada vez mais tarde, engravidando numa altura em que já têm algumas doenças crónicas, que podem, de alguma forma, ser um desafio ao longo da gestação.”

A médica e coordenadora adjunta do NEMO esclarece que as doenças crónicas mais comuns são a diabetes mellitus e a hipertensão, mas também doenças autoimunes, cardíacas, hepáticas, VIH ou obesidade mórbida.

Segundo Inês Palma Reis, “nalgumas situações, são mulheres polimedicadas, que necessitam de fármacos que, por sua vez, podem trazer complicações e para as quais é preciso definir alternativas ou até avisar sobre o elevado risco de vida para a mãe ou possível perda gestacional.”


Inês Palma Reis

Todos estes aspetos vão ser falados nas Jornadas, assim como os avanços que permitem a gravidez em segurança após neoplasias, transplante e cirurgia bariátrica. “A maioria acaba por ficar um pouco desacompanhada após ter alta desses problemas de saúde e o internista tem um papel fundamental, em conjugação com outras especialidades.”

No final, aberto à comunidade, irá decorrer, no dia 16 de outubro, o webinar “Gravidez, Vírus e Outros Problemas Emergentes”, que conta como orador principal o virologista Pedro Simas, diretor da Research Católica Medical School.

O especialista, que tem surgido com frequência nos media por causa da pandemia, vai ser entrevistado por Inês Felizardo Lopes, internista do Hospital de S. José- CHULC, por Ana Oliveira, internista no Hospital de Santarém, e por Ester Casal, obstetra no Hospital Garcia de Orta.

Internista com “papel crucial”

Para o coordenador do NEMO da SPMI, Pedro Correia Azevedo, as Jornadas são uma oportunidade de atualizar conhecimentos, mas também de mostrar a importância da Medicina Interna na área obstétrica, conforme explica:

“São poucos os internistas que se dedicam a esta área, mas, de facto, o nosso apoio é cada vez mais essencial à medida que as mulheres têm filhos mais tarde, numa altura em que já têm doenças crónicas.”


Pedro Correia Azevedo

Sempre articulados com outras especialidades, nomeadamente Ginecologia-Obstetrícia e Medicina Geral e Familiar, podem dar um contributo importante.  “Face à visão holística da Medicina Interna, temos um papel crucial na gestão da doença crónica da grávida, quer nas pré-existentes, como nas que surgem no decorrer da gestação e que obrigam a monitorização no puerpério.”



O evento conta com o apoio científico da Ordem dos Médicos e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.   

O programa das 2.as Jornadas do Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica pode ser consultado aqui.

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