Congresso Nacional de Medicina Interna 2027: A caminho do Hospital 5.0
A próxima edição do Congresso Nacional de Medicina Interna (CNMI) vai regressar a Lagoa nos dias 20 a 22 de maio de 2027, com uma Comissão Organizadora formada por elementos do Serviço de MI da ULS de Santa Maria. Presidido por António Martins Baptista e tendo como secretário-geral Luís Pinheiro, o 33.º Congresso da SPMI acontece “num momento de viragem”.
“Os internistas do futuro deverão continuar a ter uma formação científica irrepreensível, uma fortíssima componente semiológica, reforçada formação em gestão, mas serem essencialmente o rosto humano de um sistema que será crescentemente digitalizado e impessoal”, afirma o presidente do 33.º CNMI, referindo-se “à mudança de paradigma que os internistas devem assumir para serem os líderes do Hospital 5.0”. 
António Martins Baptista explica como se chega aqui:
“Os Hospitais começaram na Idade Média por serem apenas prestadores de cuidados de conforto (1.0) e os médicos eram os físicos, de que ainda deriva o anglo-saxónico physicians. Na segunda metade do século XIX, os Hospitais introduziram os inovadores conceitos científicos na Medicina e aí nasce, em 1881, em Wiesbaden, a Medicina Interna (2.0). Na segunda
metade do século XX, com a introdução de uma série de aparelhos na Medicina, ecografia, TAC, radioterapia, etc. os Hospitais ficam progressivamente mais tecnológicos (3.0).
A partir do início do novo milénio, a progressiva informatização dos registos e a digitalização do raciocínio clínico modifica a prática clínica (4.0). Estamos no dealbar do Hospital 5.0, aquele em que o médico se torna o rosto da humanização de um sistema profundamente mecanizado, associando também uma importante preocupação ecológica. E é aqui que a Medicina Interna tem obrigação, pela sua componente clínica abrangente, de liderar esta transformação.”


