Campanha "O meu coração sou eu" alerta e educa "sobre o que são pacemakers"

Com o objetivo de celebrar o Dia Mundial do Coração, que se assinala dia 29 de setembro, a Associação "Bate Bate Coração" e a Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI (APPPCDI) vão lançar a campanha "O meu coração sou eu".

Nesta ação serão partilhados vários testemunhos reais de doentes cuja vida foi salva pela utilização de um pacemaker.

A campanha visa alertar a população portuguesa para "alguns dos sintomas da bradicardia (que se caracteriza por um ritmo cardíaco lento, normalmente com menos de 60 batimentos por minuto) e educar sobre o que são pacemakers – um dispositivo de que muitos portugueses já ouviram falar, mas sobre o qual ainda há muitas dúvidas".

Por outro lado, "O meu coração sou eu" pretende também "desmistificar noções imprecisas sobre a complexidade dos procedimentos de implante de um pacemaker", explicando como é a vida dos doentes após a colocação deste dispositivo e exemplificar, com casos reais, como é que as novas tecnologias podem estar presentes na vida de todos: "dos mais jovens aos mais idosos". 



A campanha conta com quatro testemunhos reais de portadores de pacemakers:

• Maria de Jesus Gomes da Silva, que considera que o pacemaker lhe deu “uma segunda vida”;
• Mário Gomes, que é portador de pacemaker e corre maratonas;
• Carla Rocha, que afirma que o seu pacemaker lhe "devolveu a juventude e permitiu que tivesse dois filhos";
• Josué Marcelino, que tem 63 anos e explica que "a colocação foi fácil e rápida" e que até se esquece que tem um pacemaker.

Segundo Carlos Morais, cardiologista e presidente da associação “Bate Bate Coração”, esta campanha “mostra como os problemas de ritmo cardíaco não escolhem género nem idade, mas, hoje em dia, podem ser facilmente tratados pela colocação de dispositivos como os pacemakers em intervenções que habitualmente são simples e de rápida recuperação para o doente”.

Já António da Silva Gomes, presidente da APPPCDI, realça que “a iniciativa O meu coração sou eu pretende lembrar que os portadores de pacemakers podem ter uma vida perfeitamente normal, ter filhos, por exemplo, ou até fazer coisas extraordinárias como correr uma maratona”. 

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