Auxiliares de ação médica são «cruciais para garantir a segurança dos cuidados»

“Seria inconcebível não ter auxiliares de ação médica (AAM) numa equipa hospitalar, é um grupo profissional muito importante.” As palavras são de Rosa Pereira, enfermeira e membro da comissão organizadora do 3.º Simpósio de AAM, organizado pelo Hospital Beatriz Ângelo (HBA) a semana passada, em Loures.



À semelhança das anteriores edições, o auditório da unidade hospitalar esteve repleto, evidenciando o interesse de AAM, mas também de enfermeiros, nos temas em discussão e que tiveram como tema de fundo “O papel do AAM na garantia da segurança dos cuidados”.



"Participação ativa dos auxiliares de ação médica"

Rosa Pereira não tem dúvidas do "papel crucial dos AAM especificamente para garantir a segurança dos cuidados" e, como sublinha à Just News, tal é reconhecido pelos outros profissionais. "Exemplo disso é este simpósio inovador". A enfermeira faz questão de sublinhar:

"Não se tratam apenas de palestras de médicos e de enfermeiros para os AAM, que se limitam a assistir. Estes profissionais participam ativamente na discussão e partilham as suas experiências e perspetivas".


Rosa Pereira e Luísa Caldas, enfermeira coordenadora de Programas Transversais (que inclui a formação da área assistencial de Enfermagem)

A escolha do tema da Segurança, nesta 3.ª edição, deve-se em grande parte ao processo de reacreditação do HBA, que está em curso, pela Joint International Comission.

“Em qualquer processo de acreditação, a segurança é um ponto fulcral e, como os AAM são também muito importantes nesse âmbito, optámos por abordar esta temática”, afirma Rosa Pereira.

Quanto ao simpósio, a  enfermeira não podia estar mais contente. “O auditório tem capacidade para 90 pessoas e tivemos 104 inscritos, entre AAM e enfermeiros, do HBA, do Grupo Luz Saúde, mas também de outras unidades externas. É muito bom ver que contribuimos para a valorização da imagem dos AAM.”



"AAM acabam por ter sempre uma palavra de conforto"

Os AAM também não podiam estar mais satisfeitos com os números do simpósio. Contudo, "mais relevante que o evento em si, é a valorização do nosso trabalho, no dia-a-dia, desde que este hospital abriu em 2012", como refere Ana Patrícia Dias, AAM do Hospital de Dia Cirúrgico e que está no HBA "ainda antes da sua abertura oficial".

Após 5 anos na Urgência, está há dois anos a acompanhar quem vai fazer cirurgia e garante que os AAM se sentem “parte integrante da equipa multidisciplinar”. 

Questionada sobre o principal desafio que enfrenta em termos de segurança nesta área, não tem dúvidas: “A identificação do doente é um ponto fundamental, não pode haver erros.”


Ana Patrícia Dias, Paulo Batoque e Liliana Santos

Além das muitas tarefas que lhe cabe, Ana Patrícia Dias realça ainda o acompanhamento dos doentes. “Não é fácil para ninguém ir ser submetido a uma cirurgia, principalmente quando são crianças". Contudo, sublinha, "temos sempre uma palavra de conforto – às vezes basta umas graçolas para fazer rir.” 

Estes profissionais são também “o elo de ligação com os familiares e com a restante equipa”, o que exige “uma boa comunicação”.


Auxiliares de Ação Médica de várias áreas do HBA

"AAM são reconhecidos por toda a equipa"

Também na área cirúrgica está Paulo Batoque, AAM no Bloco Operatório, que assegura: “Sinto que os AAM são reconhecidos por toda a equipa, sentimo-nos parte integrante da mesma.”

Relativamente ao seu trabalho, destaca algumas medidas de segurança que nunca podem ser esquecidas, tais como "o posicionamento do doente, as grades para evitar quedas, a verificação da marcação do local cirúrgico antes da entrada no Bloco Operatório, a assinatura do consentimento informado, entre outros".

E, face à proximidade com os utentes, “temos a preocupação de dar sempre uma palavra amiga”.



"Estamos atentos aos mais variados pormenores"

Fazer sorrir os doentes é, de facto, das tarefas mais reconfortantes dos AAM, como também explica Liliana Santos. Há cerca de 2 anos na Unidade Dor do HBA, esta profissional sabe bem como as pessoas gostam de uma palavra amiga:

“Nesta área, as pessoas estão muito fragilizadas e, como alguns ficam nesta Unidade ainda bastante tempo, acabamos por criar amizades, chegando ao ponto de os doentes virem ter com os AAM só para dar uma palavra, mesmo quando vêm ao hospital por outro motivo qualquer”, conta.

Em termos de segurança, acompanham a pessoa desde que entra na receção. "Estamos atentos aos mais variados pormenores, tais como a disponibilidade de dispositivos de mobilidade ou se o doente vai para casa com a próxima consulta ou tratamento já marcado."


Comissão Organizadora do Simpósio

Apesar do 3.º Simpósio de Auxiliares de Ação Médica ter decorrido há apenas uns dias, Rosa Pereira, assim como outros colegas do HBA, já começaram a pensar no próximo. “Este tipo de iniciativas são muito importantes, porque, infelizmente, não há muitas.”


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