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Urologia do CHULC já realiza cirurgias a laser à próstata, «procedimento com muito menor morbilidade»

O Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Urologia do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) já começou a realizar, desde a passada quinta-feira, uma técnica cirúrgica minimamente invasiva para o tratamento da Hipertrofia Benigna da Próstata (aumento do volume da próstata).

A novidade é particularmente relevante, não só porque esta é uma "doença que afeta cerca de 75% dos homens acima dos 55 anos", mas também porque o CHULC se torna, assim, no  "primeiro centro hospitalar e universitário do país a realizar esta cirurgia de forma regular", conforme é sublinhado em comunicado.

É igualmente recordado que há vários anos que "o laser cirúrgico é utilizado regularmente neste centro hospitalar para o tratamento da litíase urinária (fragmentação de cálculos no aparelho urinário)".

Contudo, só agora, com a aquisição do novo gerador de laser Holmium, "mais moderno e com mais potência, se torna possível a realização da enucleação prostática (HoLEP - Enucleação prostática com laser Holmium), permitindo operar os doentes por via endoscópica, sem necessidade de fazer uma abertura abdominal, independentemente do volume prostático", salienta Luís Severo, responsável por este programa cirúrgico.

“Relativamente ao método clássico (incisão abdominal), este procedimento tem como principais vantagens uma muito menor morbilidade e muito mais rápida recuperação para o doente (apenas um dia de internamento). Tem, ainda, a grande vantagem de um melhor controlo hemostático, permitindo operar doentes com maior risco cirúrgico, incluindo doentes anticoagulados”, refere Pedro Baltazar, urologista do CHULC.

Coube a este médico, juntamente com Luís Severo, realizar as primeiras intervenções, com o apoio de Angelo Cafarelli, cirurgião italiano com uma vasta experiência neste procedimento.




Para além das referidas vantagens, Angelo Cafarelli destaca, ainda, a redução do tempo de hospitalização e de cateterismo (de 5 a 7 dias para um a dois dias).

A implementação desta técnica para o tratamento da HBP resulta de um processo que implicou a aquisição de tecnologia laser de última geração, de grande potência, e de material cirúrgico específico. “É um projeto que já tem alguns anos e que era muito ambicionado pelo Serviço de Urologia”, acrescenta Pedro Baltazar, salientando que o objetivo é “tornar o CHULC o primeiro centro de referência para esta técnica cirúrgica”.

Destacando que este é um método “minimamente invasivo e altamente eficaz”, Luís Severo explica que o laser permite “remover o tecido prostático aumentado”, que está a causar a obstrução urinária, sendo que depois, na bexiga, esse tecido é triturado por um aparelho mecânico que procede simultaneamente à fragmentação e aspiração desse tecido, que depois é eliminado.

O CRI de Urologia do CHULC, dirigido por Luís Campos Pinheiro, estima que, em média, 100 utentes por ano sejam intervencionados com a técnica HoLEP.



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