Jovens imunoalergologistas aprofundam conhecimentos em comunicação clínica

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Cínica (SPAIC), em parceria com a AstraZeneca, realizou, há dias, a SPAIC-AZ Lung Residents Academy, no âmbito da qual se realizou mais uma sessão, desta vez sobre comunicação clínica e a sua importância na alergia respiratória e nas doenças crónicas respiratórias. Coube a João Fonseca, vice-presidente da SPAIC, abordar o tema.

Em declarações à Just News, o professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, sublinhou que, “no dia-a-dia da prática clínica, os médicos têm de comunicar com o doente não só o diagnóstico, mas também os aspetos terapêuticos e mais técnicos, de modo que o mesmo consiga compreender a sua doença e aderir à terapêutica”. No fundo, o que se pretende é que o doente seja “um verdadeiro ator ativo na melhoria da sua doença crónica”.

Para isso, segundo João Fonseca, é necessário que todos os médicos, e em particular aqueles que estão em formação, aprofundem os seus conhecimentos sobre a forma de comunicar com o doente quer no dia-a-dia, quer nas situações mais difíceis.



Durante a formação, foram apresentados vários casos de situações que podem surgir no dia-a-dia complicadas do ponto de vista comunicacional, abordando como se pode lidar com as mesmas e transformá-las num processo que beneficie sobretudo o doente, mas também o médico.

“Mesmo que seja um doente muito fácil, a consulta é sempre um desafio e o resultado da interação médico-doente tem de ser positivo”, disse.



Desafios em Imunoalergologia

 Questionado sobre as particularidades da especialidade de Imunoalergologia, João Fonseca referiu o facto de abranger todas as faixas etárias (cerca de 40% crianças e 60% adultos). “Frequentemente, lidamos com três gerações da família, dos avós aos netos, com diferentes problemas de comunicação.”

Por outro lado, a Imunoalergologia trata patologias multi-orgão. “Os doentes têm, com frequência, atingimento de vários órgãos pelas suas alergias, desde a pele à parte respiratória e, cada vez mais, à parte gastrointestinal.”

Outra peculiaridade que João Fonseca apontou prende-se com as restrições que o doente crónico coloca a si próprio para evitar a existência ou agravamento de sintomas (não correr, não almoçar fora de casa, por exemplo). O desafio do médico é conseguir remover estas restrições para que o doente e a sua família tenham uma vida normal.



O curso contou com um segundo orador, Pedro Morgado, psiquiatra e docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho, diferenciado na questão da comunicação clínica. 

Formação é uma das preocupações da SPAIC

De acordo com João Fonseca, a SPAIC entende que, para além da formação que é feita nos hospitais, “é útil que haja noutros contextos um complemento de oferta formativa”.

“Oportunidades de formação como esta podem contribuir para a evolução da qualidade da Imunoalergologia portuguesa, o que constitui um dos objetivos da SPAIC”, disse.



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