IPO Lisboa renova acreditação europeia como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos

O IPO Lisboa anunciou hoje que a instituição voltou a ser acreditada pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) como Centro Integrado de Oncologia e Cuidados Paliativos para o triénio 2019/2021, sublinhando que, "em Portugal, o IPO Lisboa foi o primeiro hospital do Serviço Nacional de Saúde a obter este certificado de qualidade".

A novidade da renovação foi comunicada este domingo, durante o congresso da ESMO que decorre em Munique, na Alemanha, entre 19 e 23 de outubro.

Para João Freire, oncologista e adjunto da Direção Clínica do IPO Lisboa, "em oncologia, os cuidados paliativos devem ser prestados de forma integrada com os tratamentos dirigidos ao cancro e devem estar disponíveis ao longo de toda a trajetória da doença, não apenas no fim da vida, sendo extensíveis à família."

Segundo o médico, "a renovação da acreditação vem sublinhar a importância e reconhecer a qualidade do trabalho desenvolvido nesta área pelos profissionais do IPO Lisboa, mesmo por aqueles que não se dedicam exclusivamente aos cuidados paliativos, mas que têm um papel fundamental na articulação dos cuidados".


Elementos da equipa de cuidados paliativos do IPO Lisboa, que integra profissionais da Oncologia Médica, da Pediatria, da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos e da Unidade de Assistência Domiciliária.

No IPO Lisboa, os cuidados paliativos são prestados de forma integrada pelo Serviço de Oncologia Médica (que tem médicos, enfermeiras e assistente social com formação específica nesta área, para além da especialização oncológica) e pela Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP), que é composta por médicos, enfermeiros, psicóloga e assistente social e acompanha os doentes mais complexos durante o período de internamento.

O IPO dispõe ainda de dez camas de internamento em cuidados paliativos na Unidade de Cuidados Continuados Maria José Nogueira Pinto, em Cascais.

No Instituto, existe ainda um programa específico para a pediatria, que é coordenado pela pediatra Ana Lacerda "e que assenta na mesma filosofia de integração dos cuidados paliativos no plano de cuidados ao doente". 

O IPO também dispõe de uma Unidade de Assistência Domiciliária (UAD) que presta cuidados paliativos a doentes e famílias residentes no concelho de Lisboa. Para Madalena Feio, a médica que coordena a EIHSCP e a UAD, o objetivo dos cuidados paliativos é assegurar a melhor qualidade de vida possível aos doentes e à sua família:

"O doente oncológico é paradigmático na sua necessidade de cuidados paliativos na fase de doença avançada, pela elevada prevalência de sintomas e pelo sofrimento físico, psicológico e espiritual, tanto do próprio doente como dos seus familiares."

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