Internamento de Medicina Física e de Reabilitação do CHSJ celebra 5.º aniversário

Os enfermeiros especialistas em Reabilitação do Centro Hospitalar São João (CHSJ) realizaram, recentemente, as suas primeiras Jornadas, presididas por Miguel Santos. Para além de se procurar “avaliar resultados e perspetivar desafios futuros”, como referiu à Just News, pretendeu-se assinalar a inauguração, há 5 anos, da área de internamento do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do CHSJ, localizada no Polo de Valongo.



“A Enfermagem de Reabilitação é essencial na recuperação dos doentes”, sublinhou Miguel Santos, enfermeiro em funções de chefia naquele Serviço, indicando que a abertura desta unidade de internamento gerou “ganhos em saúde muito positivos”. E mais: “Eles são visíveis e estão retratados nos indicadores.”



Acerca dos desafios futuros, Miguel Santos disse que o Serviço de MFR poderá vir a inserir-se no projeto de hospitalização domiciliária do CHSJ e também deverá vir a implementar, a curto prazo, o protocolo de reeducação vesicoesfincteriana. Além disso, segundo mencionou, existe igualmente o objetivo de vir a implementar normas e procedimentos na área dos autocuidados e de trabalhar os indicadores de resultados da efetividade da intervenção da Enfermagem de Reabilitação.

As Jornadas, que decorreram no Auditório do Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, foram subordinadas ao tema “O caminho já percorrido – Um olhar para o futuro” e contaram com cerca de 300 inscritos, sobretudo enfermeiros da área, mas também médicos e outros profissionais de saúde. 



Fernando Parada satisfeito com “polo privativo para doentes agudos” 


O Polo de Valongo do CHSJ foi agregado, mais recentemente, ao Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Segundo o seu diretor, Fernando Parada, se é certo que a integração deste espaço “veio implicar mais trabalho, também é muito gratificante poder-se assim dispor, nesta unidade, de 14 camas de internamento”.



Em recentes declarações à Just News, o responsável explicou porquê: “Há poucos serviços de MFR em Portugal que tenham um polo privativo para internar os doentes agudos, o que permite tratamentos mais precoces e intensivos, contribuindo para uma melhor recuperação das pessoas.”

Um exemplo é o dos utentes vítimas de AVC, em que se “inicia um tratamento bidiário ou tridiário em apenas 5 ou 6 dias após a fase mais aguda, como indicam as guidelines”. O médico fisiatra referiu ainda que “o internamento está previsto para 30 dias, encaminhando-se depois os doentes para centros de reabilitação ou para o domicílio, quando têm indicação para realizar o tratamento em ambulatório”.

Anualmente, passam pelo Polo de Valongo entre 120 a 130 pessoas, principalmente devido a doença cerebrovascular e neurológica, como AVC, lesões vertebromedulares, patologias desmielinizantes ou sequelas de traumatismos cranioencefálicos (TCE).

De notar que os profissionais de enfermagem, os médicos e os terapeutas se deslocam entre o Hospital de São João e o Polo de Valongo, para que nenhum doente fique sem acompanhamento.




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