Formação e investigação da FMUL distinguidas com Medalha de Ouro

A Faculdade de Medicina da Universidade Lisboa (FMUL) foi homenageada com a atribuição de uma Medalha de Ouro por parte do Ministério da Saúde, pelo papel que tem tido na formação e na investigação. Uma distinção que ocorreu no Edifício Egas Moniz e que foi o culminar da cerimónia que assinalou o Dia da Faculdade.

“Tem um grande significado para quem, todos os dias, dá o seu melhor nesta casa para cumprir esta nobre missão que nos foi confiada, de formar os médicos que irão, mais tarde, ser responsáveis pela implementação do sistema de saúde”, referiu Fausto Pinto, diretor da FMUL, pouco antes de receber a medalha das mãos do ministro Paulo Macedo.



Perante um auditório lotado, Fausto Pinto frisou que a FMUL se estende hoje para lá do seu campus, tendo estabelecido protocolos de colaboração com vários hospitais e centros de saúde do ensino pré-graduado. Lembrou que a ampliação das instalações permitiu criar, por exemplo, os institutos de Medicina Preventiva, de Ciências Básicas e de Medicina Molecular.

No entanto, sublinhou que falta dar outros importantes passos que pertencem à esfera política. É o caso da criação do estatuto do estudante estrangeiro e da revisão da legislação sobre os hospitais académicos e universitários, de modo a “conferir-lhes maior flexibilidade e capacidade de inovação e desenvolvimento científico na práxis clínica”.



Paulo Macedo elogiou o dinamismo do ensino universitário e reconheceu que há muitos desafios na área da Saúde. Contudo, lembrou que, no âmbito da formação e da investigação, o Governo já abraçou um deles, ao aprovar recentemente a lei da investigação clínica.

A sessão de abertura da sessão comemorativa do Dia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa contou com as intervenções de José Correia, presidente da Associação de Estudantes, e do diretor da FMUL, e ainda com uma palestra proferida por Isabel Fernandes, professora catedrática da Faculdade de Letras, sobre a "Doença e morte: da terceira para a primeira pessoa".

Um dos momentos foi a constituição da Associação para o Desenvolvimento do Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML), presidido por Carlos Neves Martins, que é também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte. Trata-se de uma nova entidade que permite concentrar, numa só estrutura, os três pilares do edifício médico académico: a prestação de cuidados médicos diferenciados, o ensino pré e pós-graduado e a investigação.

Além do tradicional Juramento de Hipócrates, pelos alunos do 1.º ano, foram homenageados os professores e administrativos com mais de 25 anos de serviço, os docentes jubilados e os novos professores catedráticos, associados e agregados. Também foram aclamados os médicos com 50 anos de licenciatura.



Integraram a mesa de honra da sessão solene realizada no Edifício Egas Moniz, para além do diretor da FMUL e do presidente do CAML, José Melo Cristino, presidente do Conselho Científico, José Ferro, presidente do Conselho da Escola, António Cruz Serra, reitor da Universidade de Lisboa, Isabel Pavão Martins, presidente do Conselho Pedagógico, e José Correia, em representação da Associação de Estudantes da FMUL.






Podem ser consultadas mais fotos do Dia da Faculdade de Medicina de Lisboa aqui.




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