Centro Hospitalar de Leiria cria Unidade de Saúde Mental Comunitária

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) acaba de anunciar que foi criada a Unidade de Saúde Mental Comunitária do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental (SPSM).

Esta nova valência surge "na sequência das atividades já desenvolvidas em colaboração com os cuidados primários, no âmbito do projeto Psiquiatria Comunitária – PsiCom, constituído em 2018, mas que teve o seu embrião em 2011".

Esta unidade pretende "desenvolver, melhorar e otimizar os cuidados prestados na área da Saúde Mental aos utentes adultos da área de influência do CHL, com especial incidência sobre a população com doença mental grave", afirma Alexandra Borges, vogal do Conselho de Administração do CHL.

"Abordagem voltada para os recursos comunitários"

Relativamente ao PsiCom, Cláudio Laureano, diretor do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHL, esclarece que se trata de um programa de apoio, "orientado para as necessidades do doente de psiquiatria e saúde mental, ao favorecer o retorno a uma vida o mais normal possível, longe do internamento hospitalar".

Desta forma, o propósito passa "por ´fugir` do modelo hospitalocêntrico e rumar a uma abordagem voltada para os recursos comunitários".

Ainda de acordo com o psiquiatra, durante o ano de 2018 foi possível realizar 53 consultas de intervenção em crise na comunidade de doentes graves e 114 consultas domiciliárias multidisciplinares.

Foi também implementada "consultadoria psiquiátrica com os ACES Oeste Norte e Pinhal Litoral, com a realização de reuniões todos os meses nos Centros de Saúde de Alcobaça, Pombal, Arnaldo Sampaio e Gorjão Henriques, para discussão de mais de 110 situações clinica complexas".

A equipa da Psiquiatria Comunitária do CHL é constituída por duas médicas psiquiatras, três a quatro enfermeiras, coordenadas pela enfermeira-chefe do SPSM, e uma assistente social.

Segundo Cláudio Laureano, está previsto para breve "avançar com reuniões de consultadoria com os cuidados de saúde primários às unidades locais da Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós e Nazaré".

Acrescenta ainda que, relativamente à avaliação do projeto, "temos definidos vários objetivos e indicadores para avaliar o impacto do projeto, não esquecendo a apreciação dos benefícios para os utentes, para familiares e profissionais envolvidos".

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