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Asma difícil de gerir nem sempre é sinónimo de gravidade

A asma de controlo difícil pode afetar 5-10% dos adultos com asma. De acordo com Alexandra Pina, médica de família na USF Oceanos (Matosinhos), nem todos os doentes com asma difícil de gerir têm asma grave. “Muitos deles têm um diagnóstico incorreto, uma asma ligeira a moderada, com fatores de agravamento não reconhecidos, ou simplesmente não aderem à medicação prescrita.”

“Utiliza-se a definição asma de controlo difícil quando existe uma incapacidade de conseguir o controlo da asma, apesar do uso de terapêutica inalatória em doses máximas há pelo menos seis ou doze meses”, esclarece a nossa interlocutora.

Para se fazer um diagnóstico de asma grave, a médica refere que é necessário confirmar o diagnóstico de asma, avaliar e tratar os fatores de agravamento endógenos e exógenos e seguir o doente de “forma apertada”, por pelo menos 6 meses.

“A asma grave deve ser reconhecida pelos MF e encaminhada para tratamento num centro especializado”, recomenda, acrescentando que “a asma de difícil controlo é um desafio para os MF, pois, tanto o doente como o médico acham difícil de controlar e/ou difícil de tratar”.

O controlo da asma pode ser avaliado clinicamente, ou recorrendo à avaliação da função respiratória (espirometria; debitómetro - PEF; Piko - FEV1 e PEF) ou a questionários de avaliação do controlo (ACT - Asthma Control Test; ACQ - Asthma Control Questionnaire; CARAT - Teste de controlo da asma e rinite alérgica).

Segundo a definição da Global Initiative for Asthma (GINA), 2007, considera-se a asma controlada quando reúne os seguintes critérios: os sintomas diurnos são mínimos ou ausentes; não há limitações nas atividades; não há sintomas ou despertares noturnos; a utilização de medicação de alívio é mínima ou ausente; a função pulmonar medida pelo FEV1 ou PEF é normal e não há exacerbações.



Notícia publicada na edição de dezembro do Jornal Médico (Dossier Respirar).

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