Doenças crónicas e de transmissão vetorial




Subordinado a dois temas principais, “Doenças crónicas” e “Doenças de transmissão vetorial”, o IV Congresso Nacional de Saúde Pública, que se realizou nos dias 2 e 3 de outubro, em Lisboa, reuniu mais de 600 pessoas, provenientes de várias áreas do setor da saúde.

De acordo com Isabel Marinho Falcão, médica da Unidade de Apoio às Emergências de Saúde Pública, os objetivos apontados para a edição deste ano foram totalmente atingidos.

“Tivemos sessões muito interessantes, em que intervieram profissionais com formações muito variadas e complementares, o que permitiu discussões abrangentes, focando aspetos atuais da Saúde Pública”, afirma a médica, referindo que estiveram presentes, nomeadamente, médicos, enfermeiros, estatistas, gestores, investigadores, psicólogos, sociólogos, juristas e administradores hospitalares.

Isabel Marinho Falcão salienta, ainda, a colaboração entusiástica de alguns médicos internos de Saúde Pública, que, com grande dinamismo, determinação e eficácia, contribuíram decisivamente para a organização e sucesso do Congresso.

“Uma oportunidade para promover o debate de problemas preocupantes”

Durante a sua intervenção na abertura do IV Congresso Nacional de Saúde Pública, Francisco George, diretor-geral da Saúde, afirmou que a iniciativa tem vindo a revelar-se “uma oportunidade para promover o debate em torno dos problemas mais preocupantes no que se refere à saúde dos cidadãos”.

Aquele responsável destacou o desafio que as doenças crónicas colocam ao nível da prevenção, bem como as de transmissão vetorial, emergentes ou reemergentes, e as relações com as alterações climáticas.

Mesmo não fazendo parte do programa, o diretor-geral da Saúde não quis deixar de fazer referência ao Ébola, o “novo problema de Saúde Publica”. “Não o podemos ignorar, pelo contrário, temos de o aprofundar em termos de atenção, prevenção, vigilância, deteção e resposta firme.”



EVM: ferramenta de vigilância de mortalidade disponível em Portugal

Vigilância de Mortalidade (E-Mortality Surveillance)” (eVM) é o nome da nova ferramenta informática que ficou disponível no dia 2 de outubro, durante a sessão de abertura do IV Congresso Nacional de Saúde Pública.

A ferramenta está acessível através do site da Direção-Geral da Saúde e é atualizada a cada 10 minutos. A consulta pode ser feita por áreas geográficas do país, por grandes grupos de causas específicas ou por subgrupos de população, como, por exemplo, etários.

Ébola: uma questão de Saúde Pública em todo o mundo

Questionada quanto à atual situação vivida relativamente ao Ébola, Isabel Marinho Falcão afirma que se trata de um importante problema de Saúde Pública e que as autoridades de todo o mundo estão preocupadas com a situação e a preparar-se para o aparecimento de novos casos da doença em vários países.

“Estamos a rever e a melhorar todos os documentos, circuitos e procedimentos, à luz dos conhecimentos atuais sobre a doença e a situação nos países afetados, a fim de podermos atuar com rigor e com celeridade perante a identificação, em Portugal, de casos importados dos países afetados.”





Artigo publicado na edição de novembro do Jornal Médico.

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