USF Espaço Saúde: Equipa assume-se como unidade com vocação formativa

Na USF Espaço Saúde (ES), situada em Aldoar (Porto), o número de alunos de Medicina e internos de MGF ultrapassa o de médicos. Em entrevista ao Jornal Médico, Cristina Sousa, coordenadora da unidade, sublinha a grande vocação formativa e fala sobre a morosa espera à passagem efetiva a modelo B, concretizada precisamente dia 1 deste mês de junho.

Organizada e coesa, com visão, missão e valores bem definidos, a equipa da USF ES tem grande motivação para a melhoria da qualidade de prestação de cuidados e capacidade de adaptação à mudança e resistência à adversidade. Com forte vocação formativa e orgulho no seu percurso, Cristina Sousa refere que a unidade tem uma visão humanista da saúde, acreditando que “a vida pessoal e profissional têm de ser saudavelmente compatíveis”.

A sua missão é colocar o cidadão no centro de toda a atividade da unidade, fomentando a sua participação ativa, visando a sua satisfação e a qualidade dos serviços prestados. E, além disso, “prestar cuidados personalizados, globais, adequados, continuados e equitativos, com base na excelência técnico-científica, aos melhores níveis de eficiência”.

Vertente formativa é elemento caracterizador

A grande vocação formativa da unidade é evidente. “Neste momento, apesar de a equipa médica ter apenas cinco elementos, temos sete internos de especialidade de MGF, um interno do Ano Comum, um aluno do 6.º ano de Medicina e dois do 5.º ano de Medicina.”

“Todos os anos, numerosos posters, apresentações e participações em reuniões científicas são a prova da importância que a USF atribui à formação e à investigação”, menciona Cristina Sousa, adiantando que, além das competências técnicas e científicas que adquirem, os internos da unidade têm a oportunidade de conhecer as tarefas de gestão inerentes às USF, de participar na realização e atualização dos documentos da USF, nomeadamente, manual de procedimentos, plano de ação e outros, e ter a vivência de como funciona a gestão partilhada, o trabalho em equipa e a intersubstituição.

Para a médica, ”é disto também que se faz o ‘currículo não formal’, que inclui a ética e os valores e é tão difícil de conhecer e avaliar”. Para os formadores, a partilha de conhecimentos e experiências é muito enriquecedora. Adicionalmente, sublinha, “numa área da Medicina em que o médico tem tantas vezes um trabalho solitário, a presença de internos confere
enorme dinamismo e alegria”.


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