«Treat to target» na imunodeficiência e na infeção VIH
“Treat to Target nas imunodeficiências e doença VIH” é o tema da reunião I&I – Imunidade e Infeção, que decorre entre hoje e amanhã, no Porto. Segundo o seu presidente, o internista Carlos Vasconcelos, esta é uma abordagem que tem vindo a impor-se na Medicina em geral e na infeção por VIH em particular.
Durante a reunião, organizada pela Unidade de Imunologia Clínica (UIC) do Hospital de Santo António/Centro Hospitalar do Porto, será feita uma abordagem às imunodeficiências primárias. Sobre este assunto, Carlos Vasconcelos indica que, “felizmente, os pediatras diagnosticam mais e tratam melhor estes doentes, permitindo que estes cheguem aos 18 anos e passem para a Medicina Interna, o que obriga os internistas a estarem preparados para os receber”.
Em debate vai estar o conceito treat to target na imunodeficiência comum variável, assim como nas imunodeficiências secundárias associadas ao VIH, contemplando uma abordagem sobre os diversos prismas associados a esta infeção: virológico, imunológico, clínico e inflamatório.
Carlos Vasconcelos afirma que, no caso da infeção por VIH, o target está “mais ou menos” bem definido (adequados níveis dos linfócitos TCD4 e carga vírica suprimida). No entanto, considera, “provavelmente não estamos a dar a devida a atenção a outros, não menos importantes, targets”.
Para o diretor da UIC, “olhar a doença VIH sob o prisma treat to target obriga a pensar e a definir quais são os alvos a atingir e quais as estratégias a ter para o conseguir”, não bastando, possivelmente, atingir o target mais específico traduzido na supressão da viremia.
O evento, que tem como secretárias-gerais as internistas Margarida França e Graziela Carvalheira, ambas da UIC, conta com cerca de 150 participantes, entre os quais infeciologistas, internistas, outros especialistas e profissionais não médicos interessados nesta área.


