Sessão do Dia Mundial da Osteoporose sensibiliza população para a doença
Com o intuito de informar a população acerca da osteoporose, das suas consequências e das formas de prevenção e de tratamento, foi organizada, no Hospital de Santa Maria, uma Sessão Comemorativa do Dia Mundial da Osteoporose, que, anualmente, se assinala a 20 de outubro.
“O nosso objetivo é dar a conhecer à população os factores de risco para a doença, no sentido de diagnosticar e tratar, antes da ocorrência de fratura”, afirma Ana Paula Barbosa, endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM), à margem da sessão, em declarações à Just News.
Segundo indica, a osteoporose é uma doença muito prevalente a nível mundial, sendo considerada, hoje em dia, um problema de saúde pública, que se deve, sobretudo, ao facto de a população estar a envelhecer.
A sessão resultou de uma organização conjunta entre a SPODOM, alguns serviços do Hospital de Santa Maria, nomeadamente o de Endocrinologia, e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e contou com a colaboração da Associação FungLoyKokTaoísmo de Portugal, que fez uma apresentação teórica acerca das vantagens das artes taoístas na osteoporose, assim como uma demonstração prática.
Mário Rui Mascarenhas, professor de Endocrinologia da FMUL, coordenador da Consulta Multidisciplinar de Osteoporose Fraturária e responsável pelo Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do CHLN, salienta que a importância de se realizar este tipo de ações passa por “assinalar” uma doença que é relativamente grave nas suas complicações e que está associada a multicomorbilidades e a uma mortalidade que é mais precoce quando existem episódios de fratura.
“Daí que seja importante alertar as pessoas, isto é, para que se possa tentar prevenir tudo o que esteja associado à osteoporose”, conclui.
Vasco Silva, membro da Direção da Associação FungLoyKokTaoísmo de Portugal, menciona que as práticas internas taoístas aproveitam as tradições milenares para nos fazer beneficiar deste exercício.
“Estas práticas são feitas procurando o equilíbrio físico, mental e até espiritual”, observa. E termina: “Um maior equilíbrio significa menos probabilidade de queda, um dos principais factores de risco das fraturas osteoporóticas.”


