Reunião sobre a gripe permitiu a discussão de novas abordagens de vigilância

Morreram, na última época de gripe sazonal, mais 5500 pessoas que o esperado, tendo o maior número de vítimas perdido a vida nos primeiros dois meses de 2015. Os resultados do Relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe 2014/2015, apresentados na 4.ª Reunião de Vigilância Epidemiológica da Gripe do Instituto Ricardo Jorge (INSA), mostraram que esta foi a época mais mortal, desde 1998/1999, quando se verificou o maior pico de mortalidade por gripe sazonal.

O documento explica que o período de excesso de mortalidade coincidiu com a epidemia da gripe e com um período de temperaturas mínimas abaixo do normal. Dos mortos em excesso, 93% podem ser atribuídos a uma das duas causas, estimando-se que 76% dos casos terão ficado a dever-se à gripe e 17% à vaga de frio.

José Maria Albuquerque, vogal do Conselho Diretivo do INSA, salientou, durante a sessão de abertura da reunião, que “os resultados obtidos neste relatório são fundamentais para a orientação e planeamento das medidas de prevenção da gripe de modo eficaz”.



De acordo com Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde, esta reunião teve como finalidade não apenas a apresentação dos dados acima referidos, mas também a discussão das formas de prevenção e de novas abordagens de vigilância, sobretudo integrando outro tipo de vírus.

“Pretendemos rever um pouco do passado, falar muito do presente e do futuro, nomeadamente o que se passa em termos de medidas de prevenção, cuja vacinação continua a ser a estratégia mais eficaz para prevenir a gripe”, indicou Graça Freitas.

Além da apresentação dos dados do Relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe 2014/2015, nesta iniciativa, foi também feita uma abordagem aos sistemas de deteção precoce da epidemia da gripe, a vacinação antigripal, bem como as estratégias de intervenção em Saúde Pública nas situações de baixa efetividade vacinal. Foram, ainda, apresentados temas relacionados com a vigilância da gripe aviária e a síndrome respiratória do Médio Oriente.

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