Centro Hospitalar Lisboa Norte com «recuperação notável» a nível económico-financeiro

Em entrevista ao Jornal Médico, Carlos Neves Martins, presidente do Conselho de Administração do CHLN, fala das “óbvias mais-valias” da integração do Hospital de Santa Maria e do Hospital de Pulido Valente no Centro Hospitalar Lisboa Norte, as quais se verificam quer a nível da otimização dos recursos humanos e do plateau tecnológico, quer de gestão económica e financeira.

O responsável refere que assumiu esta missão de serviço público com plena noção da sua grande responsabilidade e complexidade e afirma ter a “consciência tranquila” sobre o trabalho realizado nestes últimos dois anos, cujos resultados têm vindo a permitir, nomeadamente, o aumento da capacidade de resposta em matéria de prestação de cuidados, de ensino, de formação e de investigação.

Na altura em que assumiu a presidência do CHLN, o mesmo estava em falência técnica, na época, com uma dívida de 300 milhões de euros a fornecedores e "um problema ainda de maior complexidade gestionária: um deficit mensal de 11 milhões de euros, isto é, todos os meses o CHLN tinha um prejuízo superior a 11 milhões de euros, a somar à dívida enorme que tinha acumulado".

Carlos Martins afirma que "não só estávamos em falência em termos técnicos como toda a situação de desequilíbrio financeiro comprometia a missão de duas das mais importantes unidades hospitalares do país, sendo uma delas -- Hospital de Santa Maria - o maior hospital universitário do país!"



O presidente do Conselho de Administração do CHLN explica detalhadamente na entrevista o processo de recuperação e a opção por "um modelo de gestão centrado numa visão económico-social, visando efetivos ganhos de saúde, crescimento e desenvolvimento sustentado, responsabilidade social, cumprimento integral da missão pública e constitucional".

De 31 de dezembro de 2012 a 31 de dezembro de 2014, salienta que "passámos de um prejuízo de 90 milhões de euros para um prejuízo de 2,5 milhões de euros e de um deficit mensal médio de 7,5 milhões de euros para um deficit mensal médio de 200 mil euros, isto é, reduzimos 97% do prejuízo do exercício e do deficit mensal médio. E, no mesmo período, passámos de um EBIDTA de -77 milhões de euros para +10 milhões de euros."

De acordo com Carlos Martins, esta "recuperação notável", foi conseguida sem perturbar o funcionamento do CHLN e foi resultado de "um trabalho de equipa, com muita partilha de informação e um estratégico envolvimento, pelo que os resultados não são do Conselho de Administração, mas sim de todos aqueles que acreditaram e acreditam no CHLN e no SNS."



A entrevista pode ser lida na edição de fevereiro do Jornal Médico.

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