Rastreio nacional de doença venosa «está a ser um enorme êxito»
O rastreio nacional de doença venosa que está a decorrer em Portugal, intitulado “Alerta Doença Venosa“, é promovido pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) e, de acordo com o seu presidente, João Albuquerque e Castro, "está a ser um enorme êxito". O responsável adianta que "tem sido surpreendente o envolvimento das pessoas. O rastreio arrancou há três semanas, em Lisboa, e percorrerá 20 cidades até dia 23 de junho."
O presidente da SPACV explica que, "além de distribuirmos informação sobre a doença, esclarecemos sobre os cuidados a ter e as pessoas também respondem a um inquérito para aferir o grau de probabilidade de existência da doença. Se apontar para a existência da doença, é feito um exame. Há sempre um médico presente, uma equipa de enfermagem e um técnico para operar com o ecodoppler."
Em declarações à Just News, João Albuquerque e Castro refere que, apesar de ser um organismo científico, a Sociedade tem procurado estar próxima das pessoas: "Temos essa grande preocupação de sensibilizar as pessoas para as doenças vasculares, para a maneira como se diagnosticam e para os seus tratamentos. A Sociedade deve estar voltada para os nossos sócios, mas tem a obrigação de promover o conhecimento da doença vascular junto da população."
Ressuscitar a campanha “Aorta é Vida” para continuar a salvar vidas
Há cerca de duas décadas que João Albuquerque e Castro participa ativamente em campanhas de prevenção e sensibilização de doenças vasculares junto da população, dentro e fora do âmbito da SPAC V. Foi o impulsionador e coordenador nacional da campanha “Aorta é Vida”, lançada há quatro anos e que percorreu o país. A ideia é “ressuscitar” o projeto a curto prazo.
A campanha nasceu do esforço conjunto da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Um dos objetivos da ação era também o de instituir o Dia Nacional do Aneurisma da Aorta Abdominal, a 24 de novembro.
A petição chegou à Assembleia da República, mas foi rejeitada pelos deputados. “Eu estive no plenário, assisti à votação. O que foi dito é que não é com dias nacionais que se resolvem os problemas e que deveria haver uma campanha de rastreio do aneurisma da aorta ao nível do Ministério da Saúde. Acontece que nada foi feito”, lamenta.
Embora seja difícil saber quantas pessoas podem ter sido salvas com a campanha “Aorta é Vida”, João Albuquerque e Castro sublinha que tem sido menor o número de pacientes a chegar aos hospitais com ruturas de aneurisma, uma doença mortal em 80% dos casos. “As pessoas começam a estar alertadas para a doença, mas continua a haver muita gente com ruturas de aneurisma. É importante que se fale desta doença, porque mata, e mata muito”, afirma.


