Profissionais debatem doença cardiovascular no idoso
“A esperança média de vida de uma mulher, que é superior à dos homens, é de 83 anos. Quando tomamos decisões clínicas, não podemos esquecer que uma mulher com 60 anos, tem cerca de 20 anos mais de vida”, afirma Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, na sessão de abertura do Simpósio “Doença Cardiovascular no Idoso”.
E acrescenta: “Quando temos um doente com 70 anos, não podemos pensar que não vale a pena tomar esta ou aquela medida, pois a pessoa tem ainda muitos anos pela frente.” Pensar que não vale a pena investir nas pessoas mais idosas é, para o responsável por este simpósio, não apenas um erro clínico, como político.
Após agradecer ao presidente da Comunidade Ismaili, pela cedência das instalações, onde se realizou esta iniciativa, Manuel Carrageta refere que a população portuguesa está a envelhecer e que os profissionais de saúde se deparam, cada vez mais, com pessoas idosas no exercício da sua profissão, o que “apresenta desafios muito significativos e especiais”
“Achamos que é necessário sensibilizar os profissionais e os políticos para esta nova situação, que representa uma vitória sobre a doença”, menciona.
O simpósio decorreu esta sexta-feira, nas instalações do Centro Ismaili, em Lisboa, onde foram abordados “praticamente todas as patologias ligadas ao envelhecimento do coração”.


