Prevenção da aterosclerose: «insistir no exercício físico e na alimentação saudável»

Os avanços no tratamento da aterosclerose não devem impedir a aposta na prevenção, segundo Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA). O responsável falou sobre a temática na sequência do XXVI Congresso Português de Aterosclerose, que irá decorrer dias 26 e 27 de outubro, no Porto, sob o lema: "Porto de Encontro com a Aterosclerose: Da Prevenção ao Tratamento".

Manuel Teixeira Veríssimo, no âmbito do congresso, fez questão de salientar que “a aterosclerose, embora conhecida desde a Antiguidade, pode ser considerada uma doença da civilização, associada a sedentarismo e aos excessos alimentares, dos quais resultam a obesidade, a diabetes, a hipertensão e a dislipidemia, entre outros”.

Para o médico internista, “a nível da prevenção ainda estamos longe do desejável, sendo importante insistir, sobretudo no exercício físico e na alimentação saudável”.

Quanto ao tratamento, os grandes avanços têm surgido, sobretudo, no enfarte agudo do miocárdio, no acidente vascular cerebral e na isquemia periférica. Contudo, como frisou à Just News, é “sempre melhor prevenir do que tratar”.



Uma doença que "interessa a várias especialidades médicas"

No entender do responsável, os médicos de família têm um papel importante relativamente a esta patologia. “A Medicina Geral e Familiar é uma especialidade fulcral, já que, sendo a que de mais perto acompanha a população, pode contribuir para estimular os hábitos de vida saudável assim como tratar os fatores de risco da aterosclerose.”

Mas, como acrescentou, “esta doença interessa a várias especialidades médicas - como Cardiologia, Medicina Interna, Neurologia e Endocrinologia -, e também a várias profissões da área da saúde”. Deverá assim existir “uma relação estreita e complementar entre todos”.

Discutir "o que há de novo na aterosclerose"

Quanto ao evento, o presidente da SPA destaca o Curso Avançado de Lípidos. “Será abordado de um modo aprofundado a fisiopatologia, o diagnóstico e a terapêutica das dislipidemias, tentando-se dar aos formandos bases sobre um tema que é habitualmente deficitário nos cursos de Medicina”.

Entre outros temas, ao longo dos dois dias estarão em debate questões como a relação do stresse com a doença cardiovascular, o papel do envelhecimento ativo no risco cardiovascular, a controvérsia do tratamento da hipertensão arterial no idoso frágil e da dislipidemia depois dos 80 anos, os estilos de vida e a genética e risco cardiovascular, os tratamentos não medicamentosos na aterosclerose e o papel da microbiota na doença cardiovascular.

Manuel Teixeira Veríssimo espera que o congresso seja abrangente, “sedimentando os conceitos já existentes, mas também destacando o que há de novo na aterosclerose, quer a nível da investigação laboratorial como na prática clínica”.


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