Patologia oncológica: Especialistas discutem como proteger os doentes dos tratamentos

“Todos os tumores têm particularidades e tratamentos diferentes e é preciso saber a que grupo pertence cada um para individualizar as terapêuticas”, disse Margarida Damasceno, diretora do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar de São João (CHSJ), que presidiu à 6.ª edição das Perspetivas em Oncologia, em conjunto com José Eduardo Guimarães, diretor do Serviço de Hematologia Clínica daquele centro hospitalar.



Em declarações à Just News, a professora convidada da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) afirmou que “a patologia oncológica será a doença deste século”, frisando que “as terapêuticas não são inócuas”, daí que na reunião, que se centrou no tema “O que mudou em Oncologia”, um dos focos tenha sido a discussão sobre como proteger os doentes dos tratamentos a que estão a ser submetidos.

“A qualidade de vida é, efetivamente, uma preocupação, sobretudo porque os doentes vão viver muito. Há novas terapêuticas e ainda temos algumas dúvidas sobre a qualidade de vida que os doentes vão ter se sobreviverem durante longos anos”, referiu.

José Eduardo Guimarães sublinhou, igualmente, a importância de pensar nas pessoas que sobreviveram ao cancro que, conforme refere, “já vão sendo bastantes”: “Há estudos a decorrer sobre os doentes que sobreviveram a doenças como, por exemplo, as leucemias agudas ou o cancro da mama, mas ainda não há um distanciamento suficiente para o estudo dos sobreviventes.”

O professor catedrático da FMUP lembrou que, aos efeitos provocados pelo tumor e pela terapêutica, muitas vezes acrescem os problemas sociais, como, por exemplo, a perda do emprego.


Margarida Damasceno e José Eduardo Guimarães

A "toxicidade económica" é outra questão importante na atualidade, referiu Margarida Damasceno, indicando tratar-se de um problema que não se verifica apenas a nível nacional, mas também internacional. "Os preços começam a ser incomportáveis", acreditando-se que os medicamentos biossimilares ajudarão a poupar.

A imunoterapia, as terapêuticas de suporte, o cancro do ovário, a leucemia linfocítica crónica, o cancro gástrico, o cancro do pâncreas, o cancro de cabeça e pescoço, o cancro da mama, o cancro do pulmão, a leucemia mieloide aguda no idoso e o cancro da próstata foram alguns dos temas em debate.



A reunião, que contou com o patrocínio institucional da FMUP, dos serviços de Oncologia Médica e Hematologia Clínica do CHSJ, bem como do IPATIMUP, decorreu há dias e contou com cerca de 400 participantes.


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