Luís Campos diz que falta de recursos obriga a mais qualidade na saúde

“A aposta na qualidade ganha ainda mais importância numa fase de escassez de recursos”, afirmou Luís Campos, presidente do Conselho Nacional para a Qualidade na Saúde, citando Michael Porter, que defende que “a boa qualidade reduz os custos e a má qualidade sai muito cara”. O diretor do Serviço de Medicina IV do Hospital S. Francisco Xavier falava nas V Jornadas da USF Santa Maria Benedita, que tiveram lugar no último fim de semana.



Debruçando-se sobre o tema da “Melhoria da qualidade para a Saúde”, Luís Campos adiantou que a qualidade para a Saúde pode definir-se como “o grau em que os serviços de Saúde para os indivíduos e populações aumentam a probabilidade de se atingirem os resultados desejados, de acordo com o conhecimento profissional corrente”.

De acordo com Luís Campos, que é vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a efetividade, a eficiência, o acesso, a segurança, a equidade, a adequação dos cuidados à oportunidade, a continuidade e o respeito são algumas das dimensões da qualidade previstas pelo Plano Nacional de Saúde.



Para Adérito Vaz, presidente das Jornadas, o tema da qualidade para a Saúde é de “capital importância” no âmbito dos cuidados de saúde primários. O especialista em Medicina Geral e Familiar acredita que “deve ser feita uma avaliação do trabalho desenvolvido nas USF para que possam ser corrigidos os desvios”. E defende que “é importante sensibilizar os profissionais de saúde para a necessidade cada vez maior de programar o trabalho e avaliá-lo”.



Imprimir


Próximos eventos

Ver Agenda