Miocardiopatias: cardiologistas vão avançar com documentos de consenso

O Grupo de Estudos de Doenças do Miocárdio e Pericárdio da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (GEDMP-SPC) vai constituir grupos de trabalho que se dediquem à elaboração de documentos de consenso na área das miocardiopatias. A necessidade já havia sido identificada, mas, de acordo com o seu coordenador, Nuno Marques, até aqui, ainda não foram reunidas as condições para avançar.

Segundo o cardiologista do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, a importância destes documentos de consenso é por demais evidente: "Há questões que, por um lado, não têm uma visão sistemática virada para a parte prática ou, por outro lado, não se adequam completamente à realidade do país."



O tema foi abordado pelo especialista na sessão de abertura da última Reunião Anual do GEDMP, que decorreu este mês, na Figueira da Foz. Na altura, Nuno Marques apelou aos presentes para que se envolvam e inscrevam neste grupo de trabalho da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, porque, “antes de serem publicados, estes documentos devem ser apresentados e discutidos entre todos”.

Cursos que "são uma mais-valia para todos"

Esta foi a segunda reunião organizada pela atual coordenação do GEDMP, que está a terminar o mandato de dois anos. Em jeito de balanço, o cardiologista afirmou: “Durante este tempo, a aposta na formação foi uma constante.  Organizámos duas reuniões anuais de qualidade!”

Nestas últimas duas reuniões o GEDMP decidiu adicionar cursos que, no seu entender, "são uma mais-valia para todos". Na primeira reunião foram realizados dois cursos, um de miocardiopatia dilatada e outro de miocardiopatia hipertrófica, "que foram repetidos no segundo ano, aos quais se juntou um curso sobre amiloidose cardíaca”.

Além da apresentação e discussão dos habituais casos clínicos, o programa da 9.ª Reunião Anual do GEDMP incluiu uma keynote lecture e uma homenagem a Hugo Madeira, cardiologista ligado às miocardiopatias, bem como os cursos práticos e o Miocardioquizz. Houve espaço, ainda, para a realização de diversas mesas-redondas, em que o foco foi a atualização nas miocardiopatias, a amiloidose cardíaca e a Doença de Fabry.

Dar continuidade ao trabalho desenvolvido


Nuno Marques aproveitou o momento para anunciar a intenção da atual coordenação do GEDMP (que integra as cardiologistas Carolina Lourenço, do CHUC, e Inês Cruz, do Hospital Garcia de Orta), em recandidatar-se, por considerar que a equipa continua com a mesma determinação e que existe trabalho a desenvolver por mais dois anos.

Os projetos não passam apenas pela criação dos documentos de Consenso. É objetivo, por exemplo, continuar a atribuir o Prémio GEDMP (o 4.º será entregue durante o Congresso Português de Cardiologia). Uma iniciativa que tem sido “um sucesso”, tendo este ano alcançado um número recorde de candidaturas.

Por outro lado, "tudo indica que em 2020 terá lugar em Portugal, mais particularmente no Algarve, a III Reunião Ibérica de Doenças Cardíacas Hereditárias".

A última edição do evento realizou-se em Madrid, entre 31 de janeiro e 1 de fevereiro, "e contou com uma forte participação nacional, quer de palestrantes, quer enquanto público". Aliás, Nuno Marques faz questão de sublinhar: “Foi uma excelente reunião e, mais uma vez, um sucesso da colaboração entre Portugal e Espanha.”


Elementos que têm impulsionado a atividade do GEDMP: Emanuel Correia, Carolina Lourenco, Olga Azevedo, Nuno Marques, Ana Rita Almeida e Luís Rocha Lopes

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