Médicos de família são dos primeiros a contactar com as doenças do foro colorretal
Os especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) são dos primeiros a ter contacto com as patologias do foro colorretal, refere João Pimentel, presidente da Sociedade Portuguesa de Coloproctologia (SPCP), a propósito da 3.ª Reunião Regional da SPCP, que terá lugar no auditório do Hospital D. Pedro, em Aveiro, no próximo dia 31 de outubro, e será subordinada ao tema carcinoma colorretal.
Segundo João Pimentel, “é importante que os médicos de família estejam mais alerta para estes problemas e possam sinalizá-los, detetá-los e referenciá-los para centros mais habituados a tratar quer as patologias benignas, quer as malignas”.
A SPCP realiza três reuniões regionais por ano, dirigidas fundamentalmente a médicos de família, mas também a colegas de outras especialidades. O objetivo é, de acordo com o seu presidente, "estreitar relações com os médicos de família, no sentido de os alertar para determinado número de patologias do foro colorretal, que se verificam com crescente incidência".
Além das doenças benignas, como hemorroidas, fistulas, incontinências e prolapsos, nestas reuniões, são abordadas doenças oncológicas, nomeadamente o cancro colorretal, o tumor do aparelho digestivo mais frequente.
“O objetivo é, fundamentalmente, alertar para a necessidade de serem detetados precocemente”, indica, acrescentando que se incide sobre o rastreio, as novas possibilidades diagnósticas e as novas abordagens terapêuticas.
O evento conta geralmente com a colaboração local dos serviços de Cirurgia ou de Gastrenterologia e tem lugar, habitualmente, numa manhã.


