Indução do trabalho de parto aumenta número de cesarianas

“Indução do trabalho de parto” é o tema do simpósio da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF), que se encontra a decorrer no Grande Auditório do Edifício Egas Moniz, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

De acordo com o presidente da sociedade, Luís Graça, o grande objetivo é promover um debate sobre aquilo que é, neste momento, considerado uma “epidemia” e que representa “uma das causas do aumento da taxa de cesarianas”.

O entrevistado refere à Just News que, não havendo razões de ordem clínica para uma indução intempestiva do parto, a mesma não deve ser feita. “Em primeiro lugar, o médico deve pensar que a gravidez dura 280 dias, mais 10 a 14, sendo considerada normal até às 42 semanas”, afirma.

E desenvolve: “No Hospital Santa Maria, entendemos que apenas se deve provocar o parto depois de ultrapassadas as 41 semanas, mas outras entidades há em que a indução é feita às 38 ou às 39 semanas, com a justificação de que o bebé já está maduro. Contudo, o colo do útero não está, logo a indução tem muita probabilidade de não ser eficaz, acabando tudo isto numa cesariana.”

O Simpósio “Indução do trabalho de parto” conta com cerca de 270 inscritos e é dirigido sobretudo a obstetras, internos de Obstetrícia e Ginecologia e enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia.

Luís Graça avança que durante a conferência de encerramento fará a ligação para o próximo simpósio da SPOMMF, a realizar em outubro, durante a Reunião da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia. A temática a abordar prende-se com a gravidez na mulher obesa e com excesso de peso e na mulher diabética.

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