Fisioterapeutas exigem a criação de uma Ordem que autorregule a profissão

“Há 15 anos que requeremos a criação da Ordem dos Fisioterapeutas.” As palavras são de Pedro Rebelo, membro da Direção da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (APF), que falou à Just News à margem do 9.º Congresso Nacional de Fisioterapeutas. O evento, que decorre até domingo, tem lugar no Centro de Congressos do Estoril.



“A criação da Ordem dos Fisioterapeutas permitiria autorregulamentar a profissão de modo a que a fisioterapia seja exercida pelo fisioterapeuta, em boas condições para os profissionais e com tratamentos de qualidade”, disse Pedro Rebelo. O responsável relembrou que já em 2010 a lei para a autorregulação da profissão tinha sido aprovada na generalidade. Mas, “com a mudança de Governo, nada avançou”.

Em Portugal, existem mais de oito mil fisioterapeutas e, face ao impacto do seu trabalho, deveria existir maior noção das vantagens da profissão. “Os problemas musculoesqueléticos afetam muitas pessoas, de várias idades, e o fisioterapeuta tem um papel fundamental quer na prevenção como na reabilitação.”

E continua: “Os crescentes desafios colocados aos profissionais, como um maior envolvimento com a comunidade ao nível dos cuidados primários, continuados e paliativos e um enorme aumento do exercício liberal, exigem um outro olhar para a profissão por parte das entidades governamentais.”

Pedro Rebelo não deixa, contudo, de ter esperança e deixa uma mensagem a todos os fisioterapeutas: “Consciencializem-se do vosso papel como profissionais de saúde, mas também como um membro com responsabilidade civil, que luta pelos seus direitos.”

As mesmas preocupações foram apresentadas pela presidente da APF, na sessão de abertura do 9.º Congresso Nacional de Fisioterapeutas. Isabel de Souza Guerra considera que "já é tempo de o Governo fazer alguma coisa".

Na mesma sessão esteve presente Rui Santos Ivo, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em representação do ministro da Saúde, que realçou “o impacto muito positivo do trabalho dos fisioterapeutas e o facto de o Governo estar a discutir a sua carreira, que deve ser modernizada”.

Na abertura também estiveram presentes Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, Isabel Rasgado Rodrigues, presidente do Congresso, Antonia Gómez Conesa, presidente da Associação Espanhola de Fisioterapeutas, Olímpio Pereira, presidente da Comissão Organizadora, e Luís Cavaleiro, presidente da Comissão Científica.

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