Eurico Castro Alves apela para a importância da notificação de falta de medicamentos

O presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, apelou para a importância de os cidadãos notificarem o Infarmed de eventuais fármacos em falta, pois, “quanto maior for a informação à sua disposição, mais eficiente poderá ser a sua atuação nesta matéria”. O pedido foi feito durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração entre a indústria farmacêutica, distribuidores e farmácias para a criação de uma Via Verde do Medicamento destinada a garantir o acesso rápido aos medicamentos essenciais.



Através deste protocolo, estabelecido entre o Infarmed, a Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos (GROQUIFAR), a Associação Nacional das Farmácias (ANF) e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), as entidades intervenientes comprometem-se a manter um stock permanente de medicamentos constantes da lista de notificação prévia obrigatória de exportação, que disponibilizarão ao utente que apresente a respetiva receita médica, num período nunca superior a 12 horas.

Trata-se de um sistema com uma plataforma gerida e controlada pelo Infarmed, através do qual os intervenientes do circuito assegurarão a disponibilidade de um medicamento, sempre que este não tiver grandes disponibilidades no mercado.



Eurico Castro Alves adiantou que, através de várias medidas implementadas, de 2014 para 2015, conseguiu-se reduzir de 2% para 1% os medicamentos em falta no mercado que têm impacto elevado na saúde.

Para o ministro da Saúde, Paulo Macedo, que presidiu à cerimónia, este é um passo “muitíssimo” melhor do que qualquer fiscalização.

A Via Verde do Medicamento garante a confidencialidade do utente e todos os elementos relativos às transações estão disponíveis para serem auditados pelo Infarmed.

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