Enfermeiros de Reabilitação sensibilizam a população para a importância da prevenção do AVC

Para a prevenção do acidente vascular cerebral (AVC) é fundamental a adoção de estilos de vida saudável e o controlo dos fatores de risco. Essa alteração de hábitos “melhora a qualidade de vida do cidadão e diminui os gastos da sociedade”, afirma Isabel Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação (APER).

O alerta é dado no âmbito do Dia Mundial do Doente com AVC (29 de outubro) e que a APER assinala, mais uma vez, em parceria com a Mesa do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Reabilitação (MCEER) da Ordem dos Enfermeiros, presidida por Belmiro Rocha.



Este ano, a cidade de Braga foi a escolhida por estes organismos para a comemoração da data, contando com o envolvimento do Hospital de Braga e do ACES do Cávado I - Braga. Durante a manhã, terão lugar ações de sensibilização da população. Na parte da tarde, decorrerá um programa científico que se divide em duas sessões: “Da prevenção à superação” e “Da dependência à autonomia”.

“É sabido que nos países desenvolvidos, com o aumento do controlo da pressão arterial, do colesterol, do tabaco e a adoção de estilos de vida saudável, foi possível reduzir a sua incidência”, acrescenta Isabel Ribeiro.



O objetivo deste tipo de atividade é, segundo a presidente da APER, realizar algum rastreio, mas sobretudo fazer uma chamada de atenção para a importância de serem introduzidos nos hábitos diários práticas que melhorem a qualidade de vida e, consequentemente, previnam complicações.

Isabel Ribeiro explica que os enfermeiros, em geral, e os enfermeiros de reabilitação, em particular, influenciam de forma positiva a recuperação precoce, assim como a prevenção da incapacidade resultante das lesões.

“O enfermeiro de reabilitação deve intervir numa fase inicial, com o objetivo de manter a função, prevenir a incapacidade e reeducar todos os processos adaptativos”, adianta.

E salienta que a reabilitação destas pessoas é um processo contínuo, com o objetivo de manter e aperfeiçoar as capacidades individuais, de forma a proceder-se a uma reintegração familiar e social do indivíduo.



Já o presidente da MCEER sublinha que esta ação permite ir ao encontro da população, no sentido de disponibilizar o máximo de informação possível para que esta consiga fazer prevenção e gestão da doença. Para Belmiro Rocha, a comemoração deste tipo de efemérides é também uma forma de conseguir chegar, nomeadamente, à comunicação social e às autarquias, entre outras entidades, no sentido de que as pessoas percebam e fiquem alertadas para estas questões.

Aquele responsável salienta que a grande preocupação do enfermeiro de reabilitação, no âmbito do AVC, é a melhoria da qualidade de vida durante os anos de vida que estes doentes possam vir a ter após um AVC, de forma a que o indivíduo se torne o mais ativo e independente possível, sendo a atividade destes profissionais de saúde “altamente centrada nas atividades de vida diárias”.

Belmiro Rocha reforça ainda que “todos os enfermeiros de reabilitação que existem são poucos para o seu grande objetivo: intervir em termos do próprio processo contínuo, no sentido de aperfeiçoar as capacidades individuais e proceder à máxima reintegração familiar e social do indivíduo”, salientando a necessidade de maximizar o trabalho em equipa, entre todos os profissionais que contribuem para o ato em saúde.

Isabel Ribeiro faz questão de sublinhar a participação ativa na organização das comemorações do Dia Mundial do Doente com AVC das enfermeiras Conceição Afonso (enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilitação do Hospital de Braga) e Helena Silva (também enfermeira especialista em Enfermagem de Reabilitação do ACES do Cávado I - Braga), em colaboração com os restantes colegas.

O programa completo pode ser consultado aqui.

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