Doenças da aorta: CAML oficializa cooperação com centro de referência de Maastricht
O Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML) e o Maastricht Academic Medical Centre assinaram um memorando de entendimento e um acordo de cooperação específico na área das doenças da aorta. Um projeto que, segundo José Fernandes e Fernandes, diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do HSM e diretor da FMUL, tem vindo a “ser alimentado” desde há alguns anos.
“A criação de um Centro de Doenças da Aorta, que concentre recursos, permita desenvolver expertise e com isso melhorar o tratamento dos doentes é uma meta prosseguida pelos serviços de Cirurgia Vascular, de Cirurgia Cardiotorácica e de Cardiologia do HSM, assim como por outras especialidades”, disse o responsável, durante uma cerimónia que decorreu no âmbito do 5th Lisbon Vascular Forum, durante a qual os documentos foram assinados.
Neste sentido, José Fernandes e Fernandes contou que foi solicitada a colaboração internacional de dois centros de reconhecida expertise na Europa. Na área da cirurgia endovascular, de Eric Verhoeven, de Nuremberga, que tem dado um apoio “muito significativo” nos últimos 2-3 anos e, no campo da cirurgia aberta, de Michael Jacobs, do Maastricht Academic Medical Centre, com quem José Fernandes e Fernandes se relaciona há mais de 30 anos.
Na sessão, Michael Jacobs sublinhou a importância da parceria entre ambos os centros porque, desta forma, disse, “podemos aprender uns com os outros”. Para o especialista, o CMAL reúne todas as condições para poder “voar”, nomeadamente o “conhecimento” necessário.
“Trabalhámos arduamente ao longo dos últimos meses para assinarmos o primeiro protocolo formal entre o CMAL e o Maastricht Academic Medical Centre, o primeiro acordo desta amplitude estabelecido com um hospital universitário europeu”, frisou Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração do HSM/CHLN e também presidente do CMAL.
“Firmámos um memorando de entendimento entre os dois centros académicos e assinámos um acordo específico que materializa a cooperação que tem existido nos últimos anos e que nos tem ajudado na nossa diferenciação”, sublinhou, acrescentando estarem criadas “as condições para ampliar a relação com Maastricht em várias frentes”.
O protocolo determina uma cooperação não só na área do coração e vasos, mas também da informação, da documentação, da formação, da especialização, da inovação e das tecnologias de informação. Sobre a última, Carlos Martins adiantou que, no próximo mês de fevereiro, terá lugar uma conferência internacional na qual, disse, “os nossos colegas de Maastricht irão partilhar connosco algumas das suas excelentes tecnologias de informação e gestão operacional clínica”.
O responsável acrescentou que o que está em causa não é apenas tratar o doente, mas também proporcionar uma diferenciação cada vez maior e conseguir cumprir a regra de “fazer mais e melhor, mas com menos recursos humanos e financeiros”. E concluiu afirmando que “estão criadas as condições para o Centro de Doenças da Aorta começar a crescer.”


