Cardiologistas realizam 1.ª reunião de Intervenção Estrutural em Portugal

Os centros hospitalares de Lisboa Central, Lisboa Norte e Vila Nova de Gaia/Espinho organizaram, em conjunto, a primeira reunião específica de Intervenção em Cardiopatia Estrutural em Portugal. A 1st Structural Heart Intervention Meeting realizou-se no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e reuniu cerca de 180 pessoas.



Vasco Gama Ribeiro, copresidente da iniciativa e diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, afirmou que a reunião veio responder a uma necessidade e superou as expectativas. “É, sem dúvida, uma ideia a manter. Reunimo-nos para que a Ciência progrida, a segurança do doente não seja posta em causa e para que as boas práticas médicas deste tipo de intervenções altamente complexas estejam sempre presentes.”

Duarte Cacela, cardiologista de intervenção do Hospital de Santa Marta (CHLC) e um dos três diretores da iniciativa, contou que a ideia surgiu numa conversa informal entre colegas que fazem Cardiologia de Intervenção. “Verificámos que cada vez mais o nosso tempo na sala de hemodinâmica é dedicado a procedimentos de Intervenção Estrutural. Além disso, em Salamanca, onde se realiza, todos os anos pares, a principal reunião desta área, constatámos que não havia nenhuma em Portugal”, lembrou. E acrescentou: “Resolvemos então seguir com a ideia e organizar uma reunião de Intervenção, só em Cardiopatia Estrutural não coronária, a efetuar nos anos ímpares.”



Pedro Canas da Silva, também diretor da iniciativa e cardiologista de intervenção do Hospital de Santa Maria (CHLN), referiu que se faz, cada vez mais, Intervenção Estrutural e que é importante haver, em Portugal, uma reunião onde os profissionais possam trocar experiências, aprender uns com os outros e transmitir algo aos colegas não propriamente ligados à área da Intervenção, como sejam cardiologistas clínicos que seguem doentes.

Quando questionado acerca da aplicação deste tratamento nas diferentes regiões do país, Pedro Canas da Silva enumerou existirem três centros em Lisboa, embora em Almada também se faça uma parte deste tipo de terapêutica, um em Coimbra e três no Norte. “Apesar de tudo, a diferença não é grande, embora também seja verdade que, nomeadamente no que respeita à implantação de próteses aórticas percutâneas, a mesma é feita em três centros em Lisboa e dois no Porto”, observou.



Também Pedro Braga, diretor da iniciativa e cardiologista de intervenção no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, observou que a reunião ultrapassou todas as expectativas.

“Quando se organiza uma reunião tentamos que seja um pouco diferente das restantes para que as pessoas a sintam como uma mais-valia”, mencionou. Na sua opinião, “é bom que diferentes grupos se reúnam, partilhem experiências e saibam o que cada um faz”.

Foram também presidentes desta primeira edição da Structural Heart Intervention Meeting Fausto Pinto, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e presidente da Sociedade Europeia de Cardiologia, e Rui Cruz Ferreira, responsável pela Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Central.















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