Cancro hereditário: Portugal tem geneticistas de «elevada qualidade e confiança»

Portugal tem geneticistas de “elevada qualidade e confiança”, afirmou Vítor Veloso, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). O responsável falou à Just News na sequência da “Conferência dedicada ao Risco Familiar de Cancro”, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e que foi organizada pelo Núcleo Regional Sul da LPCC.



Vítor Veloso mostrou-se satisfeito por ver geneticistas "de vários pontos do país" num evento onde esteve em foco uma perspetiva pouco discutida em torno da doença oncológica, a sua componente hereditária.

“Apenas 10% dos cancros são hereditários, contudo, é preciso alertar também para esta situação, para que as pessoas possam ser encaminhadas para equipas multidisciplinares que vão vigiar o risco real de virem a ter a doença”, indicou.



O especialista deixou também um alerta aos profissionais de saúde. “A existência de vários casos de cancro numa família não tem de ser uma razão imediata para se realizar testes genéticos, é preciso perceber, antes de mais, se existem hábitos comuns pouco saudáveis, como o tabagismo, e depois escolher quem necessita de vigilância.”



Vítor Veloso relembrou que "os testes são complexos e demorados", já que é preciso ter a certeza se, de facto, existe risco. “As pessoas têm de ter acesso a uma informação fidedigna.”



Os especialistas nacionais e internacionais convidados para esta reunião abordaram temas como as síndromes hereditárias de cancro colorretal, mama e ovário, "o que está para além do diagnóstico genético", aspetos éticos e legais do diagnóstico genético e o impacto das síndromes hereditárias de cancro na sociedade civil no século XXI.





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