A compreensão e intervenção no trauma juntou em Lisboa especialistas de 42 países
A Culturgest, em Lisboa, acolheu, entre 1 e 3 de outubro, o 10.º Congresso Internacional da European Society for Trauma and Dissociation (ESTD 2026), que reuniu cerca de 540 participantes, provenientes de 42 países e 5 continentes, para três dias de conferências, workshops, comunicações científicas e apresentações de posters dedicados ao trauma psicológico, à dissociação e às suas implicações clínicas e sociais.
Sob o tema "From Fragmentation to Integration: New Perspectives on Identity, Resilience and Growth after Trauma", o Congresso assinalou também os 20 anos da ESTD, reunindo especialistas, investigadores e profissionais de diferentes países para a partilha de conhecimento e a discussão dos mais recentes desenvolvimentos na compreensão e intervenção no trauma e na dissociação.
Ao longo de três dias, foram abordados temas como o trauma complexo, a dissociação, a perturbação de stress pós-traumático (PTSD), a identidade, a resiliência e os processos de crescimento após experiências traumáticas.
A abertura do Congresso assumiu um carácter particularmente simbólico, ao som da guitarra portuguesa, interpretada por Acácio Barbosa, dando início a três dias de encontro científico internacional em território português.
O programa social permitiu igualmente apresentar algumas das expressões mais características da cultura portuguesa. O jantar social, realizado no MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, contou com um momento de fado, pela voz de Maria Infante, acompanhada à guitarra portuguesa por José Duarte, e com a atuação do Rancho Folclórico da Casa do Minho, proporcionando aos participantes estrangeiros um contacto próximo com diferentes tradições culturais portuguesas.
A psicóloga clínica e da saúde Suzana Guedes, que presidiu à Comissão Organizadora, salienta “a qualidade científica do programa e a oportunidade de apresentar aos participantes estrangeiros um Portugal acolhedor, culturalmente rico e aberto ao conhecimento, à ciência e à cooperação internacional”.
Nas mensagens recebidas após o evento, foi precisamente destacada a sua qualidade científica mas também “o sentimento de comunidade e pertença proporcionado pelo encontro”.
“Uma das congressistas descreveu a experiência como uma oportunidade para aprender, partilhar e sentir que fazemos parte de uma comunidade, sublinhando a importância destes momentos numa profissão que pode, por vezes, ser vivida de forma solitária", refere Suzana Guedes.


