67% da população teria filhos mais cedo se soubesse que tinha um problema de fertilidade
67% dos portugueses antecipariam o momento para ter filhos se soubessem que tinham um problema que afetasse a sua fertilidade e 56% dos homens e 52% das mulheres alterariam hábitos de vida prejudiciais à fertilidade se tomassem consciência da sua existência. Esta é uma das grandes conclusões de um estudo sobre o “Conhecimento, perceções e atitudes em relação à reprodução assistida da população portuguesa em idade reprodutiva”, apresentado hoje nas Jornadas SOLAMER e XXXII Jornadas Internacionais de Estudos da Reprodução, evento a decorrer em Óbidos.
De acordo com Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR), as conclusões deste estudo multicêntrico “enfatizam a necessidade do diagnóstico das situações de subfertilidade e deverão servir de base de reflexão e, eventualmente, justificarão o desenvolvimento de estratégias para uma intervenção por parte da comunidade médica”.
A este propósito, a diretora dos Serviços de Reprodução Humana e do Centro de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra considera que “será interessante discutir a eventual pertinência do desenvolvimento de plataformas web de análise de fatores de risco individuais que poderão servir de rastreio de situações de subfertilidade e promover a referenciação precoce para investigação complementar”.
Outra das conclusões deste estudo destacada por Teresa Almeida Santos é o facto de existir uma diferença significativa relativamente ao tipo de consultas em que esta informação é veiculada (maioritariamente pelo ginecologista às mulheres e pelo médico de família aos homens que não recebem informação sobre a influência da idade na fertilidade, mas apenas sobre causas e tratamentos possíveis da infertilidade).
Este trabalho, promovido pela KeyPoint CRO, com o apoio da Merck Serono, envolveu a realização de inquéritos presenciais a uma amostra representativa da população portuguesa, tendo incluído 808 indivíduos do sexo masculino e 1596 do sexo feminino, entre os 18 e os 45 anos, sem filhos.


