Reabilitação respiratória: GRESP lança Guia Prático para a Medicina Familiar

Os médicos de família já têm disponível, a partir de hoje, o Guia Prático do IPCRG - International Primary Care Respiratory Group sobre reabilitação respiratória. O documento foi traduzido pelo Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

“A reabilitação respiratória merece uma maior atenção nos cuidados de saúde primários e é um desafio e uma janela de oportunidade para a MGF, daí a importância deste Guia”, frisa Rui Costa, coordenador do GRESP, no âmbito das 5.as Jornadas do GRESP, que decorrem hoje e amanhã, no PT Meeting Center, em Lisboa.

No Guia Prático, os profissionais de saúde têm acesso à informação essencial sobre a reabilitação respiratória, como forma de ajudar os doentes com dispneia. Como se refere no documento, o objetivo deste folheto é disponibilizar algum apoio prático aos médicos de família:

“Baseia-se na própria experiência da rede IPCRG em tentar implementar as melhores práticas com recursos limitados, em países com rendimentos baixos, médios e elevados. Foi elaborado a partir de evidência, normas de orientação e na experiência partilhada.”


A tradução do Guia coube aos médicos de família e membros do GRESP: Tânia Varela, Pedro Fonte e Maria João Barbosa

“Um evento concebido pela MGF e dirigido à MGF”

“RespirAR com Qualidade” é o tema que marca as 5.as Jornadas GRESP, “um evento concebido pela Medicina Geral e Familiar (MGF) e dirigido à MGF”, como fez questão de dizer Rui Costa na cerimónia de abertura.

O médico explicou que a escolha do tema central se deveu “à preocupação pela proteção do ambiente em que estamos inseridos, assim como à garantia pela qualidade do ar que respiramos diariamente no interior e exterior dos edifícios”.


Rui Costa

O responsável salientou ainda a relevância das jornadas nos últimos anos. “Já constituem uma referência e um marco formativo importante ao nível das doenças respiratórias nos cuidados de saúde primários (CSP).” Continuando, relembrou que as mesmas têm como pressuposto ser “um fórum de discussão e atualização científica de temas atuais, pertinentes e de utilidade para a prática clínica diária dos CSP”.

Para Rui Costa, este evento é mais uma prova do trabalho de qualidade deste grupo de estudos da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF). “O GRESP procura ser um importante e determinante interveniente na área respiratória nacional e internacional, em parceria com múltiplas sociedades, organizações ou universidades, com vista a promover e a divulgar as boas práticas e a educação médica contínua no seio da MGF.”



O coordenador salientou ainda a presença de profissionais de saúde de várias áreas, assim como de grupos congéneres, nomeadamente o GRAP de Espanha e o GRESP Brasil, além da palestra de Eric Bateman, membro do Board and Science Committee GINA.

Também na cerimónia de abertura esteve Eunice Caniço, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que salientou a multidisciplinaridade. “Cada vez mais, a abordagem da pessoa com doença respiratória passa pelo trabalho em equipa, envolvendo médicos, enfermeiros, técnicos de Cardiopneumologia, farmacêuticos, doentes e cuidadores e restantes membros da comunidade. Estes são verdadeiros projetos de integração.”


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