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No ACES Lisboa Ocidental e Oeiras, os «paliativos saem à rua»

Os Mercados Municipais de Paço de Arcos e da Ajuda, bem como o Pingo Doce de Linda-a-Velha e da Ferreira Borges, foram os locais escolhidos pela Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos (ECSCP) do Aces Lisboa Ocidental e Oeiras para promover ações do projeto "Paliativos Saem à Rua", assinalando o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. 

De acordo com a coordenadora da ECSCP, a médica Rita Cunha Ferreira, este tipo de iniciativas são "muito úteis", pois os cuidados paliativos são ainda "frequentemente mal compreendidos ou evitados devido à sua natureza sensível".

"Com Sentido"

A ideia é desenvolvida pela enfermeira Cristina Henriques, que integra a equipa. "O Projeto ´Cuidados Paliativos saem à Rua` promove a articulação e envolvimento da sociedade civil através do investimento em literacia em saúde, permitindo transpor barreiras e levar os cuidados paliativos para além das estruturas de saúde", afirma.

E acrescenta: "Reconhecemos que a compreensão e a disseminação dos conceitos relacionados com os cuidados paliativos são fundamentais para garantir uma abordagem integral e humanizada no cuidado de pessoas com necessidades paliativas." Assim, um investimento em "ações de sensibilização e desmistificação destas temáticas é plenamente justificado".

Cristina Henriques faz ainda questão de destacar o nome que recentemente foi adotado para apelidar a equipa: "Com Sentido". E tem naturalmente um objetivo: "Representa uma afirmação significativa da nossa intervenção."


Alguns dos elementos da equipa: Joana Lopes e Ana Catarina Esteves (médicas), Cristina Henriques (enfermeira) e Rita Cunha Ferreira (médica)

"Proporcionar dignidade e qualidade de vida"

A enfermeira aproveita para salientar que foi criado recentemente o website da equipa, que pretende funcionar como "uma janela para o mundo dos cuidados paliativos com significado". 

Desta forma, o site oferece "informações detalhadas sobre a equipa, os serviços prestados, projetos em andamento, instrumentos de comunicação, organização de serviços de cuidados paliativos e testemunhos inspiradores sobre o impacto desses cuidados."

E deixa vincada qual a missão de todos os elementos: "Proporcionar cuidados paliativos com significado e qualidade. Esta estratégia visa atrair e manter profissionais qualificados, inspirando outros a seguir o mesmo caminho. O objetivo é construir um futuro onde os cuidados paliativos sejam uma parte essencial do sistema de saúde, proporcionando dignidade e qualidade de vida a todos que deles necessitam."

Cristina Henriques e Rita Cunha Ferreira 


"A referenciação tem sido crescente"

Em declarações à Just News, a coordenadora da ECSCP do Aces Lisboa Ocidental e Oeiras, adianta que têm recebido cada vez mais casos a necessitar de apoio:

"A referenciação tem sido crescente, assim como tem sido também crescente a referenciação de utentes para consultoria - doentes com menor complexidade. Nestes casos damos suporte à equipa dos cuidados de saúde primários, visitando o doente com a equipa referenciadora e posteriormente dando suporte às questões que possam surgir".


Rita Guerreiro (assistente social), Teresa França e Clarisse Melo (enfermeiras) e Sérgio Amadeu (médico)


Contudo, e apesar de serem cada vez mais solicitados os serviços da equipa, é com evidente satisfação que Rita Cunha Ferreira revela as respostas que têm dado: "Temos conseguido dar seguimento aos pedidos que chegam, respondendo com apenas alguns dias a 1 semana de espera."

Quanto ao momento em que essa referenciação ocorre, explica que há casos em que ocorre de forma precoce "e que são acompanhados em consulta durante bastante tempo". Por outro lado, "também temos pessoas que são acompanhadas apenas transitoriamente (por ex, para controlo de alguns sintomas numa fase precoce da doença), deixando depois de ter necessidade de acompanhamento regular da nossa parte".

No entanto, alerta que, "infelizmente, a maioria dos doentes que temos acompanhado é referenciada à nossa equipa numa fase tardia e são desde logo acompanhados no domicílio".

Margarida Siopa (nutricionista), Cristina Henriques (enfermeira) e Rita Cunha Ferreira (médica)


Intervenção nos lares de idosos

Laços é o nome de outro projeto que está a ser desenvolvido por esta equipa que merece ser destacado. Arrancou em setembro e visa "fomentar e normalizar a intervenção da ECSCP nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) da área geográfica de intervenção".

Tem também como objetivo "melhorar a assistência prestada aos residentes nestas instituições com necessidades paliativas, reduzindo o recurso às urgências hospitalares e contribuindo assim para a melhoria da sua qualidade de vida".

Segundo Rita Cunha Ferreira, a equipa está ainda "em recolha de necessidades formativas das equipas das ERPI selecionadas para a fase piloto, de forma a agendarmos depois as sessões de formação, sendo que os doentes podem ser referenciados para nossa consultoria desde o início do projeto".


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