Medicina Interna: 2022 será o Ano do Orientador de Formação

O próximo ano será o Ano do Orientador de Formação da especialidade de Medicina Interna, revela Carla Araújo, membro do Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

“Pretendemos elevar as competências e o prestígio da nossa especialidade também nesta área de acompanhamento dos internos”, adianta a médica e internista no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.


Última edição do Curso de Orientadores de Formação em Medicina Interna

Apoiar quem apoia os internos

No Ano do Orientador de Formação, em 2022, os especialistas de Medicina Interna que têm a cargo o apoio aos internos vão poder ter acesso a uma Escola, criada pelo NEForMI, assim como a um ciclo de webinars e o curso, que já se realiza todos os anos, será em formato híbrido.

O último foi no passado dia 24 de setembro, no Porto, tendo o Núcleo decidido que é preciso ir mais longe no próximo ano. “Vamos ter uma parte mais teórica online e uma outra presencial, para debate de questões essenciais, como gestão de equipas, comunicação, entre outras. É preciso conhecer bem a legislação, mas também as competências técnicas, pedagógicas e comportamentais.”


Carla Araújo

Para a responsável, é a oportunidade de avançar com “uma forte aposta” no ensino de quem tem de acompanhar e avaliar o trabalho de internos durante 5 anos, apesar das muitas responsabilidades para além dessa missão.

“A sobrecarga de trabalho e a dificuldade em gerir o tempo impedem os orientadores de se dedicarem mais aos futuros especialistas. Obviamente, eles aprendem com todos os elementos, mas é preciso que haja uma melhor organização ao longo desses 5 anos.”



Orientadores de Formação de Medicina Interna no último curso promovido pela SPMI

Carla Araújo espera que, a partir do próximo ano, se crie uma rede nacional de orientadores, porque “as realidades hospitalares são muito diferentes” e “a comunicação e partilha de experiências são importantes”.

E acrescenta: “Existe, de facto, uma necessidade nesta área, tanto que somos cada vez mais procurados, quer por colegas de hospitais centrais como periféricos, como do setor privado, como aconteceu este ano, pela primeira vez, no Porto.”


Carla Araújo com os dois outros elementos da equipa de formadoras:  Zélia Lopes (Centro Hospitalar Tâmega e Sousa) e Susana Neves Marques (Centro Hospitalar de Setúbal)

E poderá ser esta uma abordagem a replicar por outras especialidades médicas? Falando apenas em termos gerais, Carla Araújo considera que poderá fazer todo o sentido: "Penso que médicos internos de outras especialidades poderão igualmente beneficiar se os seus orientadores de formação tiverem um maior acompanhamento e acesso a formação muito específica".


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