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«Esta maior adesão ao diagnóstico ajuda a erradicar a hepatite C na região até 2030»

Em Trás-os-Montes e Alto Douro está a decorrer um projeto ambicioso de “erradicação da hepatite C até 2030” e que conta com a participação da Cepheid, que traz uma importante mais-valia: “Conseguir garantir uma maior adesão ao diagnóstico”, explica Mercedes Manzanares, diretora-geral ibérica da Cepheid.

Em declarações à Just News, a responsável adianta que a Cepheid associou-se “com grande satisfação” a este projeto, promovido pelo Grupo Hepatológico Transmontano, disponibilizando um equipamento que visa “facilitar o rastreio de populações com elevada prevalência de hepatite C”.

Assim, e ao longo de um ano, este equipamento está a “circular quinzenalmente em locais pré-definidos para realizar testes de PCR a populações de risco, sendo que estamos extremamente confiantes com os resultados deste projeto que, para além de alinhados com a nossa missão, terão um impacto significativo na população desta região”.

Já foram realizados 3.000 testes

Segundo Mercedes Manzanares, a primeira parte do projeto está a decorrer conforme planeado: “Esta primeira etapa passou por uma análise de rastreio oportunista, nos utentes dos centros de saúde, na faixa etária dos 60 aos 85 anos de idade. Até ao momento, foram realizados cerca de 3.000 testes mas pretendem realizar cerca de 6.000 testes nesta região.”

E qual o próximo passo? “A próxima fase do projeto passa por contactar os doentes, anteriormente diagnosticados com o vírus da Hepatite C, em contexto de análises de rotina hospitalar e que tenham ficado sem confirmação. É prioritário garantir o acompanhamento e tratamento destes casos.”

Posteriormente, serão realizados “rastreios junto das populações de risco, como utilizadores de drogas e indivíduos em reclusão, nos distritos de Bragança e Vila Real”.


Mercedes Manzanares

Cumprir as orientações da OMS de “erradicar a hepatite C até 2030”

De acordo com Mercedes Manzanares, o projeto visa ir ao encontro das orientações da OMS de se “erradicar a hepatite C até 2030”, o que é considerado “um objetivo ambicioso”. No entanto, considera que “o projeto não podia estar em melhores mãos” e desenvolve a ideia:

“Acreditamos que o Dr. José Presa Ramos, coordenador do Grupo Hepatológico Transmontano, é a pessoa ideal para liderar este projeto. Não só pela paixão e empenho, mas também pelo seu percurso profissional. Até abril do ano passado, liderou a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), onde iniciou um trabalho de sensibilização e desmistificação desta patologia."

Faz também questão de salientar que, para além da sua experiência, José Presa tem igualmente “uma equipa de profissionais focados na implementação e sucesso deste projeto, que inclui o apoio da Direção do Centro Hospitalar e do Serviço de Patologia clínica correspondente. “

“Uma relação transparente e de confiança”

E como surgiu esta associação da Cepheid ao projeto do Grupo Hepatológico Transmontano? “Nos últimos anos, temos vindo a construir uma estreita relação com o então Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. Uma relação que se fortaleceu quando, no decorrer da pandemia, fizemos a primeira instalação do Infinity, aparelho de maior dimensão disponibilizado pela Cepheid, em Portugal.”

Desde essa altura, refere Mercedes Manzanares, “temos vindo a trabalhar nesta parceria mantendo sempre uma relação transparente e de confiança. Assim, quando nos foi apresentado o projeto, percebemos que faria todo o sentido nos associarmos”.




Colocar o doente no centro dos cuidados e “ir ao seu encontro”


Segundo a diretora-geral ibérica da Cepheid, este projeto pretende, no fundo, “chegar às populações que muitas vezes faltam às consultas e com os quais perdem o contacto”.

Assim, com o “disponibilizar do nosso equipamento, os novos doentes deixam de ir ao hospital, exceto se tiverem alguma situação muito específica. Queremos que os doentes sejam tratados diretamente no local onde habitualmente vão e, onde já conhecem as pessoas e as respectivas rotinas. Acima de tudo, queremos ir ao seu encontro, facilitando a adesão ao diagnóstico e ao respetivo tratamento.”

E é nesse contexto que destaca a importância das soluções da Cepheid: “O nosso sistema GeneXpert permite oferecer um menu de testes completo numa única estação de trabalho consolidada e completamente escalável. A máquina de diagnóstico rápido de biologia molecular é de fácil transporte e utilização. Ou seja, não implica uma formação complexa para a realização do rastreio.”

Esta proximidade e disponibilização do equipamento em locais habitualmente frequentados por estas populações “permite-nos assegurar o seu diagnóstico e acompanhamento”.

“O que oferecemos é uma simplificação do processo de diagnóstico”

Relativamente à “maior adesão”, Mercedes Manzanares lembra precisamente que, “anteriormente o diagnóstico passava por realizar uma biopsia, o que muitas vezes afastava os doentes por desconhecimento ou receio de realizar exames que podessem ser dolorosos”. Uma realidade que é agora muito diferente:

“Atualmente os exames não são invasivos, como é o caso do nosso teste que, com uma simples gota de sangue conseguimos fazer um diagnóstico rápido e fiável ou, através de um Fibroscan, que é um exame tipo ecografia. No fundo, o que oferecemos é uma simplificação do processo de diagnóstico para melhorar a adesão e prestação dos cuidados de saúde.”


Desmistificar temas para “garantir uma maior adesão ao diagnóstico”

“Um dos nossos propósitos passa pela sensibilização e promoção da literacia em saúde”, afirma Mercedes Manzanares, para explicar outro dos motivos que levou a Cepheid Iberia a envolver-se nesta campanha:

“Grande parte das nossas atividades promocionais baseiam-se na partilha de conhecimento em formatos que consideramos atuais e que vão ao encontro não só dos profissionais de saúde mas, principalmente da população em geral. Enquanto empresa de referência na área do diagnóstico rápido molecular temos a responsabilidade de educar e desmitificar temas que à partida são tabus.”

A lógica é de que, “só com este trabalho conseguimos garantir uma maior adesão ao diagnóstico, que nos permite tratar eficazmente os doentes e assim, manter uma gestão de saúde pública eficaz”.

E lembra ainda que é com base nessa vontade de promover a partilha de conhecimentos que a Cepheid decidiu lançar há cerca de ano e meio uma newsletter e um podcast, onde profissionais de saúde podem agora também ouvir e ler a experiência e perspetivas de José Presa no âmbito deste projeto.

   

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