«Está na altura de alargar a equipa de saúde familiar a outras profissões de saúde»

Alargar a equipa de saúde das USF a mais grupos profissionais é um dos pontos de discussão do 12.º Encontro Nacional das USF, que vai decorrer nos dias 17 e 18 de setembro, no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Para Maria José Ribas, presidente do evento, é preciso “repensar o modelo USF, face à relevância dos cuidados de saúde primários na saúde da população”.

Uma equipa de saúde familiar mais abrangente

“Agir, Caminhar, Progredir” é a temática central do encontro anual da USF-AN e em cima da mesa estará o atual modelo USF, concebido há mais de duas décadas. “Já existia esta necessidade antes da pandemia, após este último ano faz ainda mais sentido”, refere Maria José Ribas, em declarações à Just News.

Um dos aspetos que pode levar a alterações é precisamente a noção de equipa de saúde familiar, que se cinge, atualmente, a médicos, enfermeiros e secretários clínicos. “Se calhar está na altura de alargar a outras profissões de saúde, como psicólogos e nutricionistas, entre outros.”

Como explica: “O médico e o enfermeiro têm assumido também competências que cabem a estes colegas, o que não deve acontecer. Todos juntos iremos, com certeza, conseguir maior eficiência e eficácia, assim como uma melhor acessibilidade.”


Maria José Ribas

Uma melhor articulação para uma melhor acessibilidade

No que diz respeito ao acesso a cuidados, a médica relembra que aumentaram a morbilidade e a mortalidade por razões não-covid em 2020. “A maioria da nossa atividade cingiu-se muito à covid-19 e, como os CSP são a base do sistema de saúde, ficou bem visível como é preciso apostar nesta área.”

É, assim, fundamental agilizar a acessibilidade, “simplificando-se o circuito do doente nos diferentes níveis de cuidados, o que implica uma maior articulação entre todos”.

“O tão desejado reencontro presencial”

A pandemia também tem levantado outras questões, que vão ser debatidas no evento, como a revisão da carteira básica de serviços e a contratualização. “Provavelmente, a prática clínica nunca mais vai ser a mesma, porque as pessoas começam a querer outro tipo de prestação de cuidados e é preciso pensar em todas as mudanças drásticas do último ano.”

Face à imprevisibilidade dos últimos tempos, Maria José Ribas espera que o evento seja “o tão desejado reencontro presencial”, mas se o novo vírus o impedir, optar-se-á pelo formato online. Sendo presencial, pretende-se chamar a população, estando-se a preparar algumas atividades de educação para a saúde nos Jardins do Palácio de Cristal, a poucos metros do Pavilhão Rosa Mota.



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