Doenças Autoimunes: CHLC apoia médicos na «identificação precoce da doença»

Vários médicos dos primeiros anos de especialidade participaram na 4ª edição do Curso Clínico de Autoimunidade, organizado pela Unidade de Doenças Autoimunes (UDAI) do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC). Rita Ribeiro, internista no CHLC e membro da comissão organizadora, salientou a importância desta iniciativa para “uma identificação precoce da doença”. 



Segundo Rita Ribeiro, que integra o polo do Hospital Santo António dos Capuchos, este curso, que se destina a médicos dos primeiros anos de especialidade, teve como objetivo desenvolver “competências para que haja uma identificação mais precoce das doenças autoimunes (DAI) e para que a referenciação aconteça atempadamente”.

Formação suscita um "interesse crescente"

Como referiu ainda, “a não ser que se trabalhe numa unidade dedicada, o contacto com estas patologias é relativamente reduzido na prática clínica diária, daí que este curso seja útil quer para os clínicos que estão no início da sua formação e pretendem dedicar-se a esta área como para aqueles que, não tendo essa intenção, querem manter e atualizar a sua bagagem de conhecimentos”.

De acordo com a responsável, a maioria dos formandos é de Lisboa, mas, nas últimas edições, "também têm vindo de outras localidades, como Barreiro, Porto e Famalicão". Um "interesse crescente" que se deve, no seu entender, ao facto de “as doenças autoimunes serem patologias multissistémicas complexas, transversais a várias especialidades”.

As várias patologias abordadas foram o lúpus eritematoso sistémico, a síndrome anticorpo antifosfolipídico, a síndrome de Sjörgen, a esclerose sistémica, as miosites, as vasculites, a artrite reumatoide e a espondilite anquilosante.



Entre os formadores  convidados da ação de formação, que decorreu na Nova Medical School – Faculdade de Ciências Médicas, esteve António Marinho, coordenador do Núcleo de Estudos das Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Um manual que serve como "material de consulta no dia-a-dia"

Nesta edição, pela primeira vez, a organização decidiu preparar e oferecer aos médicos um manual. “Achamos que é importante ter um suporte teórico que permita consolidar e mesmo completar os conhecimentos que tentamos veicular, é uma base teórica que pode ficar com os formandos e ser-lhes útil como material de consulta no dia-a-dia”, explicou.



O manual foi feito com a colaboração dos vários elementos das Unidades e a sua organização e revisão foi da responsabilidade de Vera Bernardino e de Ana Margarida Antunes, que integram o polo do Hospital Curry Cabral.


Elementos da Comissão Organizadora: Paulo Barreto, Vera Bernardino, Rita Ribeiro, Ana Margarida Antunes, Ana Catarina Rodrigues e Marta Moitinho

Envolver a MGF para um "acompanhamento integrado dos doentes"

Dada a sua recetividade, o curso vai ter mais edições e a Comissão Organizadora pensa já em ir mais além e realizar ações específicas para a Medicina Geral e Familiar (MGF). Rita Ribeiro salienta que a abordagem e contacto com as doenças autoimunes nesse âmbito "é necessariamente diferente daquele em ambiente hospitalar" e acrescenta: 

“Achamos que seria útil e interessante fazer um curso que ajude a alertar para estas patologias de forma a permitir o diagnóstico precoce das mesmas; que aborde a gestão, as suas manifestações, terapêuticas, prevenção de complicações e atuação em circunstâncias especiais, como por exemplo a gravidez.”



Por outro lado, com essa formação, o objetivo também é “a otimização da comunicação entre os cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares e o acompanhamento integrado dos doentes portadores de doenças autoimunes”.


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