Diagnóstico e terapêutica: TSDT com «papel importante na atividade gestionária»

Uma colaboração ativa na prestação de cuidados e na gestão é o propósito dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT). Segundo Fernando Ribeiro, presidente do Conselho Técnico das Profissões de Diagnóstico e Terapêutica do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), “os TSDT devem assumir as suas responsabilidades nestas áreas em paridade e intervirem nas suas diferentes fases”. O responsável falou na sessão inaugural das Jornadas TSDT 2018 do CHLN, em Lisboa.

Fernando Ribeiro enalteceu o papel dos TSDT, “cuja abrangência ultrapassa, e muito, a designação de diagnóstico e terapêutica, pois a prevenção antecipa estas dimensões e a reabilitação secunda-as, além de que, em conjunto, perpassa as diferentes áreas de competências destes profissionais”.



E, reforçando, afirmou que “os técnicos têm um papel muito importante quer na prestação de cuidados quer na atividade gestionária, já que o seu propósito é colaborar ativamente na previsão do risco, no diagnóstico das causas, na terapêutica das disfunções e ainda na reabilitação.”

Fernando Ribeiro sublinhou ainda a sociedade envelhecida, onde existe uma incidência elevada de doenças cerebrocardiovasculares, “desafiando a nossa capacidade de promover estilos de vida saudáveis assim como de melhorar a acuidade diagnóstica e terapêutica, aprimorar programas de reabilitação e de reintegração na vida ativa e na sociedade e a gestão da qualidade enquanto desígnio que a todos deve interpelar”.

Nesse sentido defendeu o trabalho “de forma pluridisciplinar” para se maximizar os ganhos em saúde.



Fernando Ribeiro comentou ainda que “a prestação de cuidados mais diferenciados estabelecem novos paradigmas de sofisticação, assim como custos de utilização, o que contribui de forma definitiva para se estabelecerem estratégias de gestão que visem a diferenciação de competências, a competitividade, a eficiência e a eficácia na aplicação de recursos, a equidade no acesso, a humanização, a administração da qualidade.”

No final falou ainda da falta de recursos humanos e de incapacidades de vária ordem, tais como intervenções adiadas, exames não realizados a horas e listas de espera. Problemas que, segundo disse, não se devem propriamente ao Conselho de Administração do CHLN, mas ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças.



Na mesma sessão inaugural esteve Carlos das Neves Martins, presidente do CHLN, que frisou o empenho dos TSDT. “É com felicidade que vejo estas jornadas dos TSDT, que contaram com um enorme entusiasmo da equipa.”

O responsável disse ainda que para o Conselho de Administração é “um orgulho ver crescer, mesmo em momentos de crise e com toda a pressão do dia-a-dia, estes momentos de reflexão”. E enalteceu que o CHLN procura, diariamente, dar “as melhores respostas no menor tempo possível, apesar da procura crescente deste centro hospitalar por se fazer um bom trabalho”.


Sandra Isabel Brás, Fernando Ribeiro, Isabel Diegues, Carlos Martins, Margarida Lucas, Carlos Magno Fontes, Patrícia Almeida Nunes e Catarina Batuca

Na mesa estiveram ainda Margarida Lucas, diretora clínica do CHLN, Isabel Diegues e Patrícia Almeida Nunes, vogais da Direção do Conselho Técnico das Profissões de Diagnóstico e Terapêutica que, juntamente com Fernando Ribeiro, promoveram a realização das Jornadas TSDT 2018.


Fernando Ribeiro, Isabel Diegues e Patrícia Almeida Nunes


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