Dia Nacional da Enfermagem de Reabilitação: uma aprovação «há muito aguardada»

A aprovação, sem nenhum voto contra, do Dia Nacional da Enfermagem de Reabilitação (ER) na Assembleia da República, foi um dos temas em destaque na sessão solene do e-Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação, que decorreu entre 2 e 4 de dezembro.

No evento, Organizado pela Associação Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação (APER), falou-se da "vitória de ver o dia 18 de outubro dedicado a uma profissão que é um valor acrescido para a sociedade”, explica Belmiro Rocha, presidente da APER, em declarações à Just News.

Data marca a realização do primeiro curso nesta área em Portugal

Numa sessão online que contou com a participação da Ministra da Saúde, Marta Temido, estiveram ainda Luís Gaspar, presidente do Colégio da Especialidade de ER da Ordem dos Enfermeiros, Humberto Santos, presidente do Instituto Nacional de Reabilitação, Sérgio Gomes, da Direção-Geral da Saúde, e Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da CM de Gaia.


Belmiro Rocha começou por sublinhar a importância de a Assembleia da República ter aprovado o Dia Nacional da ER, a assinalar-se em 18 de outubro, data que marca a realização do primeiro curso nesta área em Portugal, sob responsabilidade da precursora Maria de Lurdes Sales Luís, que era "há muito aguardado".

E enalteceu o empenho dos últimos tempos. “Os enfermeiros especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER) demonstraram capacidades extraordinárias em plena pandemia, estando, desde o primeiro dia, na linha da frente, quer no contexto hospitalar como comunitário.”

Dotações seguras e divulgação das mais-valias dos EER

Abordando os desafios inerentes à profissão, apontou nomeadamente como “área nucleares” a formação, a investigação, os sistemas de informação e as dotações seguras.

Destes, destacou as dotações seguras, "como forma de prestar cuidados de qualidade e com segurança", e uma maior divulgação das mais-valias dos EEER, "com base em resultados e estudos científicos".

O enfermeiro sublinha, assim, a importância de estarem reunidas condições para "darmos resposta sistemática às reais necessidades da população e fazermos um cabal aproveitamento da capacidade instalada e das nossas competências.”


Belmiro Rocha

"Continuar a ensinar, formar, investigar e publicitar o que fazemos"

Belmiro Rocha mencionou ainda outro "momento de viragem na Saúde", a ocorrer a partir de março de 2022, e que deve ser acompanhado pelos EEER: a transferência de competências da saúde para as autarquias.

Quanto à telemonitorização e à telerreabilitação, que têm estado cada vez mais em voga com a pandemia, para além do seu incremento, apelou a que se aproveite as "potencialidades emergentes da rede 5G, para chegar a mais doentes e mais longe".

Independentemente da realidade, o presidente apelou a todos os EEER para não ficarem parados perante os possíveis obstáculos que possam surgir.  “A ER é uma conquista, mas não para a vida inteira; mantém-se como um desafio e uma luta diária. Não podemos ficar à espera de algo do ponto de vista legal. Temos no dia-a-dia que continuar a ensinar, formar, investigar e publicitar o que fazemos, com rigor, exigência e qualidade.”


Mesa dedicada aos Núcleos de Enfermagem de Reabilitação, onde foram partilhadas variadas experiências

O crescimento da Enfermagem de Reabilitação e novas áreas

Luís Gaspar também se focou na necessidade de se disseminar cada vez mais o papel dos EEER, relembrando que “a ER é uma especialidade em crescimento e que procura a consolidação de um espaço de saber, de desenvolvimento clínico e de investigação.

Na sua perspetiva, a ER encerra, em si, duas ideias centrais: a gestão de sinais e sintomas e a visão holística do doente, que permite influenciar as tomadas de decisão.

Apelou ainda à necessidade de se contratar mais EEER e à “coragem em evoluir”, estando-se atento a novas áreas de atuação, nomeadamente no exercício físico, envelhecimento ativo, Obstetrícia e Ginecologia, Pediatria ou Hospitalização Domiciliária.

Quanto ao Dia Nacional do ER, é “um reconhecimento da mais elementar justiça”, motivo de orgulho e também de responsabilidade.

Marta Temido, a ministra da Saúde, também proferiu algumas palavras, realçando que os EEER são “uma profissão central e determinante nos sistemas de saúde”, daí a aprovação do Dia dedicado a estes especialistas.

No final, o balanço do evento foi “muito positivo”, segundo Belmiro Rocha, que espera, no próximo ano, poder voltar a reunir os EEER, mas presencialmente.



Jogos sem barreiras com 119 participantes

À semelhança do que tem ocorrido em edições anteriores, a APER fez questão de organizar o seu Congresso Internacional numa data que inclua o dia 3 de dezembro, de forma a assinalar condignamente o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Este ano, e devido a todas as limitações derivadas da pandemia, não foi organizado o habitual passeio, tendo a APER optado por promover uma iniciativa dinâmica e divertida: os Jogos sem Barreiras, uma ação que teve uma grande adesão, contando com 119 participantes.

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